“Racismo”, por Eduardo Tavares Lopes Dá

Em relação ao racismo que tanto se apregoa só posso dizer o seguinte : é triste.
Nasci em Cabo Verde e em 29 novembro de 1985 viajei para este país que me acolheu de braços abertos, bem como a minha família. A minha formação cultural é portuguesa e sempre me deram hipóteses de concretizar os meus sonhos .Sofri na escola e até no trabalho por parte de ignorantes o malogrado Bulling por causa do meu tom de pele. Todavia isso não foi motivo para não lutar e atingir os meus objetivos. Devo o que sou a Portugal ( nunca esquecendo as minhas origens) grande parte dos meus amigos são brancos e tratam-me por preto , aliás a minha alcunha na cidade que me acolheu (Peniche ) é Barroso ( se pesquisarem poderão confirmar que se trata de um peixe preto – obrigado Júlio por tal brincadeira. Ensino aos meus filhos a respeitar os outros independentemente da cor de pele e ao mesmo tempo que não permitam que os discriminem. Sou orgulhosamente Português e tenho o privilégio de ter servido Portugal numa missão internacional no Afeganistão pelos Comandos ( são minha família ) e também de poder servir a população através da minha nobre instituição secular, vulgo Guarda Nacional Republicana.
O caminho errado somos nós que escolhemos, deveremos seguir um caminho que nos torne numa só força onde todos temos de estar incluídos. O covid-19 não vê cores, não é tempo para conflitos , respeitem a sociedade, amem o nosso País , porque somos enormes.

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