Despedida do capitão que casou no relvado

Nuno Lucas, capitão do U. Almeirim Sad, anunciou que está de saída do clube. Depois de Palhinha ter dito à Almeirinense TV que na próxima temporada teriam que treinar duas vezes por dia, este era um cenário que podia acontecer.

“Acaba hoje a minha ligação ao União Futebol Clube de Almeirim. Tudo o que começa tem um fim, mas saio de cabeça erguida e quando olho para trás sinto orgulho daquilo que fiz pelo clube. A primeira vez que vesti de azul e branco foi na época 2000/2001(juvenis), entretanto os os seniores tinham acabado de subir à antiga 3.ª Divisão. O sonho naquela altura era representar os seniores quando chegasse a nossa altura, nos nacionais. Anos passaram, estreei-me pelos seniores tinha acabado o clube de descer à 1.ª divisão distrital.”

O jogador que decidiu casar em pleno relvado do D. Manuel de Mello escreveu um texto grande nas redes sociais e sublinhou que teve “a felicidade de representar durante quatro anos a Associação Desportiva Fazendense, onde conquistei uma taça do Ribatejo e uma supertaça do Ribatejo. Época 2012/2013 quando pensava que estava a ter uma época de sonho, lesionei-me com gravidade e fui parar à sala de operações. Rotura do menisco e paragem de dois meses. Na época seguinte e com possibilidade de representar novamente o Fazendense, fui convidado a representar ,novamente, o União de Almeirim; o projeto Viver UFCA, com o presidente André Mesquita na cabeça de lista. Regressei ao clube sem receber um centavo, eu e toda a equipa na altura. Nessa altura só tinha uma coisa no minha cabeça, ajudar a devolver a honra do clube e a colocá-lo de novo onde merece.Aí está ele no Campeonato Portugal – Campeonato das Oportunidades”, destaca.

“Saio de cabeça erguida e consciência tranquila que tudo dei por esta instituição. Se na época passada saí com má impressão, esta saio com o dever cumprido. Ajudei a recuperar o clube e ajudei a levá-lo ao seu rumo…Estaria a mentir se dissesse que não gostaria de jogar no nacional, mas tenho plena consciência que para mim já chegou tarde. Em vez de 34 deviam ser 24. Um obrigado especial André Mesquita, Palhinha Palhinha, Agostinho Fernandes, Chefe Luizinho….e muitos mais, obrigado pela oportunidade que tive nesta época. Foi a época de distrital que mais me senti profissional”, concluiu.

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