Da esquerda para a direita: Fazer, mas Saber!

Na semana do Natal, foram colocados 2 novos sinais na Cidade, na entrada de Rua Garcia de Resende com a Rua Condessa da Junqueira, numa zona em que efectivamente havia problemas com estacionamento, e consequente condicionamento de trânsito, um de proibido parar e estacionar e um outro do fim de proibição de parar. Até aqui nada de anormal ou de errado, pois está a regular-se o estacionamento para um melhor fluxo de trânsito, mas para fazer isso seria preciso colocar no meio do passeio!?

Ora, o passeio naquela zona já não é muito largo, mas dava para passar um carrinho de bebé e/ou cadeira de rodas, idosos com dificuldades na locomoção, com recurso ou não a bengalas, andarilhos, etc. São agora forçados a saírem do passeio e ir para a estrada, agravado pelo facto de esta rua ser de pedra. Exemplo clamoroso de fazer sem “ver”, interessa é estar feito, mesmo que depois tenha de ser corrigido e inevitavelmente, gastar mais dinheiro ao erário público. Então e porque não fizeram logo encostado à parede com recurso a um “braço”, garantindo assim que o passeio ficava livre e a sinalização visível para os automobilistas?
Alguns dirão, “mas fez!”, ou então “sempre a criticar o que é feito!”, ou ainda “se faz é porque faz, se não faz é porque não faz!”.

Não uma questão de criticar só por criticar. É criticar, mas apresentar a melhoria, ou uma outra solução, é pensar no global, não só no imediato ou no particular. Olhar para as dificuldades, problemas, etc., de forma a poder optar pela solução ou resolução mais eficaz, duradoura e que não crie outros problemas.

Há uns meses foi anunciado com pompa e circunstancia, que a Autarquia tinha feito um investimento na troca de iluminação LED, poupando assim na factura da luz das mesmas. Concordo na totalidade com o objectivo, e claro que terá de se fazer um investimento para poder poupar em seguida, mesmo que esse investimento tenha uma grande percentagem de fundos Europeus, mas esta substituição foi feita sem ter em conta a inclinação dos suportes das iluminarias! Essa substituição directa fez com zonas por debaixo destas estejam quase às escuras, em contra partida temos quintais e varandas iluminados, pois não houve a correcção dos ângulos. Esta correcção é necessária, pois as iluminarias LED não têm uma protecção côncava que faz com a dispersão da iluminação seja, praticamente igual na sua totalidade.

Também há uns meses, foram trocados, senão todos, quase todos os EcoPontos, por novos contentores. Felizmente que isso foi feito, pois havia alguns já em muito mau estado! No entanto, algumas ilhas silos continuam autenticas armadilhas para os munícipes. Mesmo ao lado da Pista de “Gelo”, no Parque das Laranjeiras, em frente existe uma ilha silo, com grelhas de escoamento caídas para dentro da caleira, há vários meses. Custa assim tanto corrigir, reparar!? O culto da imagem não deve ser à pessoa, mas sim à Cidade, Concelho, munícipes.

Posto isto, apenas quero desejo a todos umas Festas Felizes e um Bom Ano de 2018!

João Vinagre – CDS-PP Almeirim

.