Moçambicanos podem copiar ETAR de Almeirim/Alpiarça

A ETAR de Almeirim/Alpiarça é uma solução “eficiente, económica e amiga do ambiente” no processo de tratamento de esgotos e pode ser replicada em Moçambique.

A convicção é dos representantes dos Municípios de Maputo e Matola, com uma população na ordem dos 2,3 milhões de pessoas, que esta tarde visitaram o complexo instalado junto ao Paul da Gouxa.A ETAR de Almeirim/Alpiarça , que integra um sistema cuja requalificação custou 4 ME,  serve os municípios de Alpiarça de Almeirim.  Os autarcas africanos elogiaram a opção por um equipamento para servir dois concelhos com economias de escala e de valor. A ideia é aplicar a intermunicipalidade em Maputo e Matola. “Temos uma área muito grande, bem localizada que pode servir para uma ETAR de grande dimensão como esta, aproveitando a ajuda da natureza para tratar os esgotos”, concluíram. Os Municípios de Moçambique conta com o apoio do Fundo Mundial das Nações e da Organização Mundial de Saúde que considera urgente o tratamento eficiente e seguro das águas residuais.

O Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Mario Pereira e o vereador Joaquim Sampaio  do Município de Almeirim fizeram as honras da casa. Ambos consideraram uma boa opção a de construir um equipamento para dois municípios e partilharam a mais valia que a ETAR tem sido para a melhoria do ambiente. Os autarcas mostraram disponibilidade para cooperar com os municípios africanos. Enquanto a visita decorreu, os visitantes foram contempladas com voos de dezenas de aves que nesta altura nidificam nas margens das lagoas. “É um bom sinal, haver tanta vida neste local. Com as aves a manifestarem conforto”, referiu um dos vereadores moçambicano.

AA ETAR de Almeirim/Alpiarça tem um sistema de tratamento de biomassa suspensa em lagoas de grande dimensão. Há duas lagoas anaeróbias e duas facultativas, seguidas de uma lagoa de maturação. Após a maturação, a água residual entra num tamizador para afinação dos sólidos em suspensão, sendo a desinfeção final feita por sistema ultra-violeta.

O aproveitamento das condições naturais permite uma elevada poupança de energia em comparação com outros sistemas de tratamento.

O Projeto da ETAR foi da autoria da Engidro, empresa que está a apoiar tecnicamente os municípios moçambicanos na procura de soluções para o saneamento. Na visita participou ainda o representante da Aquapor, a empresa que opera no setor do abastecimento de água e saneamento em Moçambique.

Os autarcas  moçambicanos elegem o saneamento como a próxima prioridade, dado que Maputo tem apenas uma ETAR que não assegura o tratamento das águas residuais com  eficiência e deixa a descoberto uma enorme zona do Município com cerca de 1,5 milhões de pessoas. Em Matola, com 800 mil residentes,  ainda não existe uma única ETAR.  Moçambique conta com o apoio do Fundo Mundial para o Ambiente

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