Pampilho ao Alto LVV

Afloro hoje um tema que é controverso e delicado pela sua natureza. A identidade de género, para além de discutido na sociedade, tem sido, e é, ampla e ferozmente discutido nas aulas das Faculdades de Direito. Estas discussões académicas abarcam desde o enquadramento jurídico acerca do assunto “mormente o Constitucional” até à opinião pessoal dos intervenientes. E é aqui (na exposição e defesa das opiniões pessoais) que a coisa descamba, já que uns por militância, e outros por rejeição frontal, apoiam ou contestam respectivamente os direitos correlacionados; de modo que, estas discussões acabam sempre sem se chegar a qualquer conclusão prática para além dos direitos atinentes, e os que, cada um tem de se auto determinar sexualmente. Recordo aqui a argumentação de um colega de curso em acesa discussão com uma lésbica assumida. Ela pretendia, expondo todo o leque de argumentações, fazer valer o seu direito à diferença e a expô-lo publicamente como normal; esclareça-se: o de apalpar e beijar publicamente a sua namorada. Ele vermelho de excitação contrapunha que ela podia fazer sexualmente o que quisesse, mas na intimidade da sua casa, e que, a exibição pública dessa homossexualidade era uma provocação e ofensa à dita sexualidade normal que felizmente ainda era a maioria. Mais, que a ideia de adopção por casais homossexuais era aberrante e manipuladora da personalidade em formação da criança adoptada, por ver na cama dois pais ou duas mães. Enfim, estas aulas acabavam quase sempre como começavam, ou seja, sem avanços, com resultado zero. Pessoalmente, tenho a minha opinião sobre o assunto, mas como a exposição dos motivos que a sustentam não cabe no apertado espaço desde texto, fico-me por aqui. Mas não posso deixar de apresentar a minha discordância com a lei que permite às crianças na escola optar por utilizar os sanitários masculinos ou femininos, de acordo com a sua tendência de género. Então uma criança em idade escolar tem tendência de género? O lóbi gay ( grupo organizado de maricas e lésbicas) está disseminado e com muito poder em todos os sectores da vida Nacional, mas daí até à criação e aprovação de leis que precocemente exponham a eventual tendência sexual de uma criança, é aberrante, manipuladora e potenciadora de chacota entre elas.
Haja bom senso e moderação na demonstração e exibição do poder do lóbi gay.
Respigo aqui a quadra do poema da neve, do poeta Augusto Gil:
que quem já é pecador; Sofra tomentos; Enfim!
Mas as crianças Senhor; Porque lhes
dás tanta dor; Porque padecem assim.
Ao que chegamos!
Fiquem bem, de Pampilho ao Alto.

Ernestino Tomé Alves
Advogado

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