Dores nas costas ou Lombalgia

Dores na região lombar são cada vez mais frequentes e afetam não somente pessoas com idade mais avançada, o público mais jovem (incluindo crianças e adolescentes) também manifesta queixas recorrentes no meu consultório, o que é preocupante.

Antigamente a preocupação eram as pessoas de mais idade, devido à vida sedentária; atualmente os jovens é que parecem ter uma vida mais sedentária, pois passam muitas horas sentados na mesma posição e em má postura, a jogar nos telefones e nas consolas, tal como a assistirem vídeos, e essas más posturas e a falta de mobilidade vai originar dores nas costas que antes os jovens não tinham.
Mas nem todas as dores nas costas implicam a existência de um proble-
ma mais grave na região, no entanto, deve sempre ser tratada essa área de dor pois é um sinal de alarme em como algo não está a funcionar bem. A lombalgia, normalmente, requer maior atenção e acarreta sintomas que sem o tratamento correto podem ser permanentes, prejudicando a qualidade de vida do paciente. Existem diferentes fatores desencadeantes da lombalgia.
Contudo, a questão postural está entre os principais fatores de risco. Hábitos incorretos de postura ao deitar, sentar ou realizar qualquer atividade do dia a dia, no trabalho e lazer podem acarretar malefícios à coluna. Mas outros fatores também podem ser apontados como causas para o desenvolvimento da lombalgia. É o caso de inflamações/infeções; hérnias de disco, artrose, listesis, sedentarismo; obesidade; fatores genéticos; envelhecimento e até questões emocionais; é de salientar que o excesso de peso também é um fator desencadeante de dores nas costas.
A lombalgia ocorre na parte inferior da coluna vertebral (coluna lombar).
Cerca de três em cada quatro adultos vão ter dor nas costas durante a sua vida e esses números podem subir, devido ao aumento do número da população mais idosa. Uma grande parcela da população nos dias de hoje convive com dor lombar, resultado de má postura, sedentarismo, posições incorretas no ambiente de trabalho, nos afazeres domésticos, entre outros fatores associados, incluindo a execução errada de exercícios, principalmente na nossa região, em que temos muitos trabalhos de campo e trabalhos que requerem um maior esforço e que o nosso organismo nem sempre está preparado para isso, principalmente nas épocas da agricultura, da azeitona e das vindimas.
O problema mais comum é a lombalgia aguda, com duração da dor, menor que 12 semanas. Trata-se de uma dor que aparece na coluna lombar (entre a última costela e as nádegas), que piora muito ao fazer qualquer movimento com o corpo. Por isso, o paciente “anda com o corpo duro” ou “todo torto” inclinado para um dos lados. A causa mais comum da lombalgia aguda é algum movimento errado que o paciente fez no seu dia a dia, como: carregar peso em excesso ou de forma errada; abaixar o tronco para pegar algum objeto com as pernas esticadas; fazer rotação do corpo mantendo os pés parados no chão, ao invés de rodar todo o corpo; pegar algum objeto numa estante alta inclinando o corpo para trás, dentre outros comportamentos. Quando a crise aparece, muitos só pensam na cirurgia como opção. No entanto, muitas pesquisas têm apontado tratamento complementar e exercícios físicos como solução para cerca de 90% dos
casos; a osteopatia, através das suas técnicas de correção postural e reequilíbrio da coluna vertebral, tem tido os melhores resultados para este tipo de problemas, sendo que a cirurgia passa a ser um plano B, pois apenas se deve fazer quando os tratamentos alternativos não funcionam.

É importante saber que o sobrepeso e a obesidade aumentam o risco de dores na coluna. O excesso de peso acaba oferecendo um impacto maior à região, contribuindo para o surgimento ou agravamento das terríveis dores lombares. Dor na lombar: o que pode ser?

• Dor lombar simples: surge entre 20 e 55 anos, na região lombo sacra (final da coluna), nádegas e coxa, normalmente de natureza mecânica e com estado geral preservado;

• Dor lombar por compressão de raiz nervosa: normalmente unilateral da
perna pior que lombar, irradiada para perna, e pés, formigamento e redução da sensibilidade na mesma irradiação, com 50% dos casos em recuperação até seis semanas;

• Patologia severa da coluna: abaixo dos 20 e acima dos 55 anos de idade, associada a traumatismo severo, com dor constante, progressiva e não mecânica e restrição persistente a flexão lombar (dobrar o corpo).

O surgimento de qualquer quadro doloroso, independente da idade, atividade, ou forma como surgiu o desconforto deve ser consultado com um profissional responsável, para que possa fazer uma avaliação inicial, diagnosticar o problema e melhor encaminhar o paciente para o tratamento ideal, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico correto do problema, melhor o resultado do tratamento.
Independentemente da duração da dor, o indicado é que ao surgimento dos sintomas, a pessoa procure um especialista para avaliar a gravidade do problema e iniciar o tratamento.

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