Não há soluções, há caminhos: 25 agosto

Se não sou educado a renunciar, falta-me alguma coisa essencial. E a renúncia tem a ver sempre com uma escolha. Para escolher A tenho de renunciar a B, C, D e por aí fora. Será que não percebemos como fragilizam, por exemplo, os presentes de Natal das crianças? Elas não têm de renunciar a nada, de mão beijada recebem mais dez brinquedos com os quais nem sequer vão brincar. E era muito importante que soubessem renunciar a quatro ou cinco, para os partilharem. A renúncia é a força de uma decisão, saber dizer sim e saber dizer não, o que é um valor fundamental na nossa construção como pessoas. Não é nada fácil saber dizer sim e saber dizer não!

.