Sandro: do Fado até ao Rock

Sandro Oliveira nasceu em maio de 1982, é natural de Almeirim e aos oito anos iniciou-se na música, através do piano, com José Águas, depois deu-se a transição para as cordas, viola e guitarra elétrica, aos 14 anos, e aos 16 anos Baixo elétrico.


No Conservatório fez o 2º grau com Master Class de Contrabaixo, Curso Livre de Contrabaixo e Curso de Viola Dedilhada 2º Grau. Tem cinco álbuns gravados e um ep.


“Os amigos tinham guitarras e levavam-nas para os intervalos para tocarmos os temas da moda. Foi nessa altura que pedi aos meus pais uma guitarra. A minha mãe não sabia o que me havia de comprar, decidiu apresentar-me a uma pessoa que me deu uma aula de iniciação, mas o mais marcante desse encontro foi a improvisação que essa pessoa fez na sua guitarra portuguesa, só para mim e para a minha mãe. O som que ouvi daquela guitarra portuguesa foi “divino”… Claro, estamos a falar do Custódio Castelo… Depois de ter também a minha guitarra, juntei-me ao grupinho de amigos, onde ia aprendendo e ensinado em conjunto”, começa por contar a O ALMEIRINENSE.


Como “teenager”, a necessidade de saber mais esteve sempre à flor da pele. Foi nesse momento que decidiu, em conjunto com um grande amigo, o Gonçalo Martins, iniciar-se nas aulas de guitarra com o “Professor Mirito”. As aulas eram dadas na sala de ensaios em sua casa. Sendo um sítio onde se reuniam vários aprendizes e onde ensaiavam várias bandas, rapidamente se formou a “minha banda”. O primeiro projeto foi nomeado Underskin, formado por cinco elementos, entre os quais se destaca o Tiago da Neta, que na altura estava na bateria… e Sandro, na guitarra.


“Na primeira banda de que fiz parte, os Oblivion, destaco também o “Raio do Cachopo”, onde tive o privilégio de tocar ao lado do André Antunes e do Ricardo Matias, e destaco, por último, duas bandas das quais faço parte atualmente: os Vinegar, banda de Almeirim com mais de uma década de existência, e os Prova de Fogo, também com mais de uma década de existência, com quem já percorri o país de norte a sul em mais de 500 concertos”, conta.


O género musical preferido de Sandro sempre foi o Rock e Hardrock, mas” isso nunca foi um entrave para fazer parte de outros projetos, principalmente no caso de música original. Os “Simple Gesture”, com Ricardo Matias e Vasco José Pereira, foi uma etapa difícil para mim. Pessoalmente, não tinha a experiência suficiente em trabalho de estúdio. É totalmente diferente tocar em estúdio do que ao vivo. Foi graças ao Ricardo Matias que adquiri conhecimentos base para poder trabalhar em estúdio”, destaca também.


Dez temas gravados, formam o 1º álbum com o mesmo nome da banda, disponível apenas em formato digital. Com a gravação dos temas em estúdio, sentiu a necessidade de subir uns “degraus de nível”, a única maneira seria uma escola a sério, o Conservatório Musical. Já no Conservatório, fez parte do curso livre de contrabaixo, tendo como único colega de curso o Tim, dos Xutos & Pontapés.


A entrada na Orquestra Típica Scalabitana deu-se nesta altura. Foi no Mónaco que recebeu um louvor de performance, pelas mão do Maestro do Casino do Mónaco.


Sem essa experiência, nunca teria conseguido representar os “The Telescopes”, banda inglesa de rock psicadélico, que teve o auge da sua carreira nos finais dos anos 80, inícios de 90. “Esta experiência única transportou-me para outro nível e levou-me novamente a acreditar em projetos de música original”, conta sorridente. Os “Dream Circus” estavam nesta altura a nascer e aceitei o convite com todo o entusiasmo. Realizaram três tours de norte a sul do país e chegaram às finais do concurso de bandas nacionais, organizado pela gerência do famoso espaço de espetáculos, Side-B.


Atualmente, representa os Vinegar e os Prova de Fogo… Não se trata de apenas representar, trata-se daquilo que a música nos traz de melhor, a amizade, o companheirismo e a “viagem”.


“Com o Nuno Marecos, Gilberto Faísca, Nando, Hugo Mendes, Luís Reis, João Corceiro, Miguel Mateus, Carlos Silva, Ricardo Matias, Vasco José Pereira, Tiago da Neta, Maria da Neta e Maria José da Neta consegui absorver o melhor da música… A passagem para aquela dimensão onde se consegue ser o que se quiser, ser compreendido sem dizer uma palavra, contagiar emoções, entrar em sintonia com quem tocamos e com quem nos ouve… É sentir aquele arrepio único quando a simbiose se completa”, conclui.

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