O futebol não é tudo: “Deixei de pensar na família”

Vitor Galvão: Foi em ambiente de grande festa que a equipa de iniciados do U. Almeirim recebeu, em maio, no D. Manuel de Mello, a taça e as faixas de campeões de iniciados. O ALMEIRINENSE foi conhecer melhor o treinador que sacrificou muita coisa por uma conquista.

Que balanço faz desta temporada?
Esta época foi bastante positiva, não só alcançámos o objetivo de subir de divisão, como o fizemos ficando em 1º lugar na primeira fase, e no apuramento de campeão também o conseguimos com números muito interessantes para uma equipa tão jovem. Para além disso, é notável a evolução que a equipa teve durante o decorrer do ano, tanto a nível futebolístico como pessoal. Também foi muito importante e acredito que sem esta equipa técnica, não só os treinadores mas também os diretores de equipa, massagistas, etc., foram tão importantes como nós para atingirmos um nível tão alto durante toda a época, e ter um balneário forte contribuiu para uma união entre todos . Mas para além de sermos CAMPEÕES, tenho um orgulho enorme em todo o grupo, por ter tido a oportunidade de conhecer outro clube, novas pessoas, maneiras diferentes de trabalhar, etc… Mas, para além disto TUDO, fico mais feliz que tenha ajudado ESTES JOVENS a serem melhores não só nível desportivo, mas principalmente a nível pessoal. Espero que todos sejam muito felizes… Foi SEMPRE esse o nosso objetivo durante toda a época, ver um sorriso, vê-los alegres, amigos, estarem SEMPRE presentes com uma felicidade enorme… Aí sim, posso dizer que atingimos todos os objetivos de uma época.

Quando a 7 de outubro fez o primeiro jogo, já imaginava que podia terminar em festa ?
Não. No início, o nosso principal objetivo era terminar dentro dos primeiros dois lugares da primeira fase, para termos acesso ao apuramento de campeão. No início, tínhamos 14/15 jogadores a treinar, pensámos em formar uma equipa competitiva. Mas, apenas com o decorrer da pré época, foram aparecendo mais jogadores e fomos formando essa equipa forte. Depois de termos conseguido o principal objetivo na primeira fase, então aí, sim, começámos a pensar, a acreditar que era possível, mas os jogadores só tiveram essa noção a 4/5 jornadas do fim.

ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO EM PAPEL DE 1 DE AGOSTO JÁ NAS BANCAS

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