Impostos

Volto a um tema antigo, dicotomia das políticas de esquerda vs direita, pois a sua evidência está muito atual. “A direita defende um pagamento de impostos mínimos, pois pagando menos haverá mais rendimento disponível para empresas e famílias de forma a poder investir, consumir e dinamizar a economia. A esquerda defende mais impostos, alegando que com estes conseguem os serviços gratuitos que o estado providencia”. Como corolário da ideologia de direita tivemos o anúncio das principais medidas que Rui Rio vai incluir no seu programa para o País: “redução de 4% no IRC, redução de escalões do IRS, baixa de 23% para 6% do IVA da electricidade e da água e acabar com o imposto Mortágua”. Esta posição reflete claramente uma política de direita, e assenta em premissas comprovadas, segundo as quais, medidas desta natureza dinamizam o investimento e o crescimento económico e por essa via consegue-se com menos impostos maiores receitas fiscais. Temos todos por experiência vivida que impostos elevados traduzem resultados de muito curto prazo para o equilíbrio das contas do País, como aconteceu com Passos Coelho no tempo da Troika, mas de forma alguma pode constituir uma prática sustentada no tempo. Temos como exemplo disso a afirmação de Guterres quando saiu do governo “o país caiu no pântano” ou as intervenções do FMI no tempo de Mário Soares e de Sócrates. Quanto a António Costa a história um dia virá contar.

Nuno Fazenda

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