Não há soluções, há caminhos: 11 de julho

Ser paciente não se opõe a que sejamos capazes de denunciar o erro e até ser muito fortes nessa denúncia, não é uma permissividade, não é um “deixa correr que isso passa”, não é uma atitude negativista de baixar os braços. Está ligado à aceitação, à grandeza de alma com que se agarra a realidade, e com fortaleza sofrê-la e vivê-la bem. Porque, quando se tem horizontes largos, o que acontece não é o fim do mundo e sempre se há-de dar a volta ao problema. Quem sou eu para ter de exigir que tudo se faça ao meu ritmo ou à minha maneira? Passa pela aceitação dos outros, passa pela aceitação do tempo, passa pela aceitação dos limites.Mas vivemos numa cultura de stress, em que queremos tudo já, rapidamente, não sabemos esperar. Neste sentido, o que se opõe à paciência é o stress. E também está ligada à esperança, à confiança de que saberei encontrar uma saída, à confiança no fim e em que as coisas vão para bem e para melhor.
Vasco P. Magalhães, sj
ONDE HÁ CRISE, HÁ ESPERANÇA
Um pensamento para cada dia: ver em tudo o que acontece uma oportunidade de crescimento.

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