Empresas e privados podem candidatar-se ao instrumento de reabilitação urbana

O seu edifício carece de reabilitação? É promotor de um investimento em reabilitação urbana ou está a pensar fazê-lo? O investimento é inferior a 20 milhões de euros? É uma empresa, uma entidade pública ou até um privado com projetos de investimento nesta área? O alvo da sua reabilitação situa-se numa área delimitada pelo seu Município? Caso responda afirmativamente a todas estas questões, o IFRRU 2020 é para si.

Dina Ferreira, Vogal Executiva da Comissão Diretiva da Estrutura de Gestão do IFRRU 2020, esteve na Startup Santarém no dia 19 de fevereiro, a convite da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, a esclarecer este instrumento financeiro.

“O IFRUU é um instrumento financeiro destinado a apoiar investimentos em reabilitação urbana em todo o território nacional. Para potenciar mais o investimento, o IFRRU 2020 reúne diversas fontes de financiamento, quer fundos europeus do Portugal 2020, quer fundos provenientes de outras entidades como o Banco Europeu de Investimento e o Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, conjugando-os com fundos da banca comercial”, esclareceu a profissional perante a plateia, composto por mais de 50 participantes.

Este instrumento, continuou, pretende assim facilitar o acesso a financiamento por parte dos promotores de investimentos na área da reabilitação urbana – quer sejam eles empresas, entidades públicas ou até privados – melhorando as condições de financiamento, adequadas às circunstâncias e especificidades dos projetos, e diversificando a oferta de soluções de financiamento em condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado.

O instrumento financeiro, avançou ainda Dina Ferreira, financia projetos de investimento em reabilitação urbana até 20 milhões de euros, quer o edifício a reabilitar se dedique à habitação, à atividade económica ou seja um equipamento de utilização coletiva. Para beneficiar deste instrumento financeiro, o espaço a reabilitar tem de estar, obrigatoriamente, situado em área delimitada pelo Município, isto é, na ARU – Área de Reabilitação Urbana ou no PARU – Plano de Ação de Regeneração Urbana, sendo que nesta última área os promotores poderão aceder a melhores condições de financiamento associadas aos FEEI.

Na sessão, onde marcaram presença cerca de 50 participantes, grande parte deles empresários ou empreendedores, a Vogal Executiva da Comissão Diretiva da Estrutura de Gestão do IFRRU 2020 esclareceu quanto às intervenções apoiadas, os critérios de elegibilidade e despesas elegíveis, tendo ainda clarificado os presentes quanto ao processo de candidatura. Neste seguimento, apresentaram-se os técnicos da Câmara Municipal de Santarém que vão analisar os pedidos de parecer de enquadramento deste Município.

António Campos, Presidente da Comissão Executiva da NERSANT, inaugurou o espaço dedicado ao debate e esclarecimento de dúvidas da plateia, com um desafio ao Município de Santarém: “delimitar a zona industrial de Santarém como área de intervenção, para que se possam fazer investimentos em reabilitação de espaços e unidades industriais abandonadas naquele local. Este seria um passo importante a dar pela Câmara Municipal de Santarém para promover a criação de novas dinâmicas de desenvolvimento que contribuam para a fixação da população e para a criação de riqueza e de emprego.”

Na sessão de esclarecimentos, marcaram ainda presença representantes da banca comercial associadas ao IFRRU da zona de Santarém, nomeadamente o Santander, o BPI, o Millennium BCP e ainda a Garval, em representação da SPGM – Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua, que também se mostraram disponíveis para responder às questões do pública e apoiar o investimento dos interessados.

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