Pampilho ao Alto 1/19

Vivemos tempos conturbados. Os políticos que elegemos não cumprem as promessas feitas em tempos de eleições. Pior, não cumprem os serviços mínimos a que por dever estão vinculados. Alguns Deputados, ao invés de cuidar da discussão profunda e séria das leis que nos governarão, levam o mandato e m discussões estéreis de interesse partidário. Quando deviam ser um exemplo de probidade e honradez, alguns não têm pejo de, descaradamente, enganar o erário público recebendo indevidamente subsídios a que não têm direito. Os bons exemplos deveriam vir de cima, mas de cima são mais os maus que os bons. Os Governos s ão e leitos democraticamente (ou pelo menos deveriam ser), por isso, merecem o respeito de todos os cidadãos; já as polícias são transversais a qualquer Governo e são o garante do cumprimento da ordem e da segurança dos cidadãos. São os Órgãos de Polícia que garantem o cumprimento dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos, usando, se necessário, a força, mas no respeito pelo princípio da proporcionalidade e da adequação. Os Órgãos de Polícia merecem o respeito dos cidadãos e as suas ordens devem ser acatadas. Se a Polícia é chamada para uma ocorrência em que é posta em causa a paz social e é recebida com impropérios e agredida com pedradas, é legítimo que use a força adequada às circunstâncias. A ninguém aproveitará que a atuação da Polícia seja amplificada até ao exagero por uma comunicação social ávida de vender notícia, e, muito menos ainda quando é um Deputado da Nação a acirrar os ânimos entre marginais e a Polícia. Mal vão as coisas quando se absolvem criminosos e se condenam polícias. Mal vão as coisas quando crimes de esbulho à Nação de milhões e milhões de euros ficam sem castigo, e a falta de pagamento de uma prestação do empréstimo da casa leva ao despejo, ou a falta de pagamento do IMI leva à penhora imediata. Enfim, mal vão as coisas quando, em obediência ao politicamente correto, não se diga o que deve ser dito e não se faça o que deve ser feito. Fiquem bem, de Pampilho ao Alto.

Ernestino Tomé
Advogado

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