Não há soluções, há caminhos: 10 fevereiro

Franzindo a testa abria o envelope. Não havia dúvida que era para ele, embora não conseguisse identificar minimamente o remetente. Era um convite. À mão, mas claro. Dizia: “Deus Pai tem a alegria de o convidar para o banquete do seu filho.” A informalidade era perturbadora. Terminava assim: “Não precisa responder, basta aparecer.” Meteu a carta no bolso, irritado com a brincadeira. Dias depois, passando diante de uma igreja, teve vontade de entrar. “Há quantos anos não vou à missa”, pensou. Entrou e não havia missa. Mas invadiu-o uma imensa paz. Saiu logo e meteu a mão no bolso. Tirou como se fosse mordido. Mas sorriu e a paz ficou…
Vasco P. Magalhães, sj
NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS
365 vezes por ano não perguntes porquê, mas para quê

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