Almeirim cidade com visão culta de futuro, por Elias Rodrigues

Será que teremos a prazo (talvez no próximo mandato camarário 2020) uma nova imagem enriquecida e culta da Cidade através da implementação de um programa organizado de TURISMO CULTURAL q ue d ivulgue a s ua i mportância histórico-cultural junto dos nossos visitantes para começar e futuro impacto nacional? É possível e desejável. Pelos projetos anunciados e intenções a médio prazo pelo executivo camarário visando a qualificação do CENTRO HISTÓRICO DE ALMEIRIM, com alguns já iniciados, poderemos acreditar num caminho prometedor. São “projetos de mandato”, projetos de fundo que exigem tempos de preparação cuidados e exigências de qualidade arquitetónica, custos elevados e necessários financiamentos comunitários, faseamento de obras de acordo com prioridades e viabilidade. Entre eles destacamos: 1- Requalificação do MERCADO MUNICIPAL – Local patrimonial onde existia o Paço Real com interesse histórico e arqueológico a considerar. 2- Remodelação da PRAÇA /JARDIM com estatuária alusiva ao Rei fundador D. João I e ao Paço Real. 3- Ampliação do MUSEU MUNICIPAL / CAPELA DO ESPÍRITO SANTO (Escolas Velhas), Qualificação do LARGO JOÃO DE DEUS. 4- CERCA do HOSPITAL/ INFANTÁRIO – Local do Paço acastelado(*) com estatuária alusiva (construção do grande pórtico?!). Além da Igreja Paroquial que teve a sua matriz renascentista e de vários palacetes privados, ficam por enquadrar no Plano de Valorização do Centro Histórico de Almeirim a expectante “Horta D’El Rei”, as “Cavalariças Reais” na antiga Rua dos Apóstolos, e na ponta sul da vila/cidade a Fonte de S.Roque, o Canto Santo cemiterial da Capela de S.Roque (demolida) e a Fonte da Vila ao abandono. Neste contexto procuro fazer um Balanço de situação prospetiva, de forma construtiva, sugerindo o início da aplicação do Plano de Ação imediata na sequência do Plano de Valorização Turística recentemente elaborado (gestão do Pelouro Cultura?) com algumas sugestões que respondam a lacunas incompreensíveis e a iniciativas imediatas e viáveis, preparatórias dos grandes projetos, divulgando/ apresentando dando aos nossos visitantes a Cidade que não conhecem, em torno da história local, cultura e património arquitectónico existente ou virtualmente reconstituído. A reconstrução da CAPELA do ESPÍRITO SANTO foi o primeiro e digno sinal deste desígnio, já com exposição inaugural e realização de eventos culturais, apresentações e Concerto Musical “Guitarra d’Alma”. Espaço privilegiado para apresentação de um programa a que se poderá chamar “ALMEIRIM – SÁBADOS à TARDE”, organizado por forma a convidar e oferecer aos visitantes “gastronómicos” um tempo suplementar de estadia atrativa. P oderão assim levar c onsigo u ma nova imagem culturalmente renovada e enriquecida do património da cidade. Só falta investir em criatividade, ideias de baixos custos suportáveis e vontade política para divulgá-los com qualidade. Nada obriga a esperar pelo final das grandes “Obras e Projetos de mandato”, nem protelar ações preparatórias e de viabilidade imediata. Sugerimos um Programa de visitas guiadas pelo Centro Histórico, pelo que tem e pelos projetos que o virão a enriquecer. – A edição de vídeo da História e Cultura Local com Reconstituição Histórica da Vila Real de Almeirim, é uma das ideias fundamentais a implementar para que os visitantes reconheçam a importância e grandiosidade histórica de Almeirim, da origem à atualidade. Entre custos e benefícios é inquestionável a sua mais valia. – Eventos atrativos, Colóquios, Concertos a realizar na Capela do Divino Espírito Santo – O itinerário histórico, base utilizada em visitas guiadas ao Centro Histórico pela ADPHCCA, é um projeto acertado com o Pelouro da Cultura há muito parado à espera de um “momento ideal” desconhecido. Marcos de referência com notas explicativas sobre cada um de cerca de 12 lugares selecionados da história local ( sempre com qualidade e design de bom gosto). Os locais motivo de reconstituições virtuais poderão ser ilustrados com painéis pictóricos. Por outro lado reconheçamos que a autarquia, na zona dos restaurantes tem outros projetos prioritários de envergadura, tais como o Espaço Multiusos do IVV, e a Qualificação da ajardinada “Praça da Sopa da Pedra” (em projeto) que acompanha a oportuna e bem vinda intervenção da Misericórdia de Almeirim no piso térreo da Praça de Touros. Será necessário investir em guias e divulgação frequente junto dos restaurantes. Estímulo à produção de artesanato com motivos da história e cultura local (merchandising) com eventual realização de concurso de ideias. Desejável edição de uma Banda Desenhada com a história local para crianças. E mais grave: É a incompreensível inexistência de DESDOBRÁVEIS DE DIVULGAÇÃO geral da cidade e do concelho, identificando os locais públicos e locais de referência no Centro Histórico com os marcos do Itinerário Histórico, e um outro desdobrável indicativo de edifícios de qualidade arquitetónica relevante (Séc. XIX/ XX)., para revelar todos os valores da Identidade única da nossa terra, com paixão e sem hesitações. Pelouro da Cultura com 1% orçamental para Investimentos no Património Cultural. () A SCMisericórdia perdeu a oportunidade nas obras recentes de localizar o testemunho do Paço acastelado no recreio do atual Infantário com indicações precisas. Torna-se incompreensível o atual caos informativo e adiamento da urgente remodelação da sinalética automóvel que indique claramente direções principais nas entradas da cidade, que incluam o Centro Cidade- Câmara Municipal/ Museu Municipal- Igreja Paroquial – Centro histórico /Coruche- Praça de Touros – Restaurantes Sopa de Pedra. Elias Rodrigues, Arqº coordenador do Plano Diretor Municipal (1989-1994)

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