16 milhões de Orçamento aprovados que mexem na cultura, apoio social, educação e nas infraestruturas

Foi votado e aprovado pela maioria PS e com a abstenção da CDU e do Inovar Almeirim (5 votos) o Orçamento do Município de Almeirim para o ano de 2019.Na sessão ordinária da Assembleia Municipal que decorreu na noite de ontem , nos Paços do Concelho, o  executivo tem agora um ano para gerir um orçamento de 16.325. 217,00.euros. Como referiu Pedro Ribeiro, presidente do executivo, ” este é o orçamento possível mas eu gostaria de apresentar outro.”E deixou ainda um alerta relativamente à execução de futuros orçamentos devido à descentralização. Para o presidente da autarquia ” vai ser muito complicado gerir futuros orçamentos porque vamos ter de intervir para não perder serviços.” E acrescentou que algumas rubricas estão em aberto e explicou que, por exemplo, a intervenção nos diques da Tapada e da Courela, custaram 300 mil euros , 75% proveniente de fundos comunitários mas 12, 5% foram pagos pelo município e aguardam a devolução pela APA (Agência Para o Ambiente). Esta intervenção foi necessária porque, segundo declarações do autarca, “estava em causa a segurança de pessoas e bens”. O documento aprovado ontem é extenso e vai merecer a atenção, na especialidade, do “Almeirinense” mas, numa abordagem geral, podem ser apontadas já algumas linhas mestras das Grandes Opções do Plano  2019-2022 apresentadas pelo executivo e as questões levantadas pelas bancadas da oposição.Em termos de investimento, e já com o novo tribunal pronto a ser inaugurado no antigo espaço ocupado pela Junta de Freguesia, no que respeita a apoio social, o executivo PS aposta agora na criação de uma creche municipal, a funcionar no antigo tribunal, orçamentada em 400 mil euros e sujeita a candidatura a fundos comunitários. Continuará a manter o apoio às IPSS’s e a colaborar co a CPCJ. No âmbito da educação, mantém-se o programa de requalificação das escolas, estando prevista a curto prazo  a requalificação da escola de Benfica do Ribatejo. Ainda nas escolas, mas como intervenção no âmbito de ação social, Pedro Ribeiro, apresenta uma proposta de alargamento da “política do lanche” para o período da manhã, de forma a que as crianças vejam as refeições equilibradas nutricionalmente. “Mas é preciso mobilizar os pais também para a necessidade de uma boa alimentação”, acrescentou Pedro Ribeiro.Quanto à saúde, o orçamento apresentado refere um incentivo à fixação de médicos para o serviço nacional de saúde. Este incentivo está inserido no programa da administração central de aumento de 1000 euros no salário de médicos que queiram exercer atividade no interior do país. O objetivo do executivo nesta matéria ficou resumido na frase da noite: “não podemos ter médicos de família para todos, mas todos terão médicos.”Nos equipamentos, mantém-se a aposta  no crematório, com um custo previsto de 472 mil euros, de gestão pública e em parceria com a Junta de Freguesia e a criação de duas casas mortuárias, uma nas Fazendas de Almeirim e outra em Benfica do Ribatejo. 


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