Quem é Pedro Santos?

Se lhe pedissem para fazer uma breve descrição do Pedro Santos, o que diria?
Em termos gerais, diria que o Pedro Santos é um Ribatejano de gema, com 28 anos de idade, que é uma pessoa sonhadora, ambiciosa, que luta pelos seus objetivos e que só descansa até que os consiga concretizar. Mas, acima de tudo, que é o Pai mais babado e feliz do mundo.

Imagina-se a participar num programa televisivo?
Sim.

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Em qual?
Claramente, num programa de cozinha como o Master Chef devido aos meus incríveis dotes culinários. A minha especialidade é, claramente, pizza … congelada (risos). Nunca pensei muito sobre esse assunto, mas os programas de entretenimento que mais aprecio na televisão portuguesa são os de cultura geral, como era o caso do programa “ Sabe ou Não sabe “ e atualmente o “Joker”, curiosamente os 2 apresentados pelo Vasco P(Almeirim).

O que gosta de fazer nos seus tempos livres?
Nos meus tempos livres gosto de passar tempo com a família, especialmente com a minha Filha. Não há nada melhor no mundo do que pegar nela e irmos juntos a sítios como o Oceanário, Jardim Zoológico, ou até mesmo passarmos o dia em casa na brincadeira. Mas também gosto de ler um bom livro, ver um bom filme, jogar Playstation, ou até mesmo de pescar.

Como começou a aventura no hóquei?
Comecei a jogar hóquei no Ano de 1997, quando tinha 7 anos de idade. Estudava na Escola da Várzea Fresca (Freguesia do Concelho de Salvaterra de Magos) e, por a minha Mãe estar em vias de trocar o trabalho dela em Salvaterra de Magos por um outro na Vila de Coruche, transferiu-me dessa Escola para a Escola de Coruche nas férias do 1.º período desse ano letivo. Acontece que apenas acabei por estar 2 semanas na nova Escola, uma vez que a minha Mãe acabou por não mudar de local de trabalho, sendo que nessas 2 semanas em que estive na Escola de Coruche foram distribuídas fichas de inscrição para a prática de hóquei em patins no Clube “Os Corujas”, no qual me inscrevi. Foram 2 semanas que mudaram para melhor os últimos 21 anos da minha vida.

Para além do hóquei, tem aptidão para a prática de qualquer outro Desporto?
De modo geral sou um apaixonado pelo Desporto, mas no que respeita a desportos coletivos tenho sempre mais jeito para assumir a posição de guarda- redes. No que respeita a desportos individuais, considero que tenho aptidão para a prática de ténis e de ténis de mesa, ou pelo menos são aqueles que mais gosto de praticar (risos).

Gostava de ter chegado mais longe no seu percurso desportivo?
Estou satisfeito com o meu percurso desportivo que alcancei até hoje, e, acima de tudo, feliz pelos amigos que fui ganhando ao longo de todos estes anos, com muitos dos quais partilhei balneário.
Apesar de nunca o ter feito em nenhuma prova oficial, nas camadas jovens ainda fiz inúmeros estágios na Seleção Nacional e participei num Torneio Internacional de preparação que todos os anos se realiza em Sesimbra, para além de ter representado tanto a Seleção Distrital do Ribatejo quando jogava no “Os Corujas” e a Seleção Distrital de Lisboa quando representava o Sporting Clube de Portugal.
No que respeita à categoria de Seniores, nos últimos 2 anos tive convites para integrar plantéis que militam na 1.ª divisão nacional mas, por motivos familiares e profissionais, foram sempre rejeitados. Como sempre refiro à Direção do HC “Os Tigres” de Almeirim, “Não vou deixar de jogar hóquei enquanto não conseguir atingir a 1.ª Divisão Nacional, mas também não pretendo mudar do Clube onde estou e me sinto bem, o que significa que vamos chegar à 1.ª Divisão juntos”.

Como surgiu o Direito?
O Direito acabou por surgir inicialmente não por ser uma paixão de criança, mas algo que me foi despertando a atenção com o passar do tempo, nomeadamente, pelo gosto de falar em público, de expressar as minhas ideias e convicções, e, acima de tudo, pela gratificação de saber que, em algum momento, mudei a vida de alguém para melhor.

O que é mais difícil em Tribunal: acusar ou defender alguém?
No que respeita à área criminal, sinceramente não considero que uma coisa seja mais fácil ou difícil do que a outra. Ainda que no Direito Penal Português vigore, entre outros, o Princípio do Acusatório, sendo que por essa razão é a quem acusa (Ministério Público em conjunto ou não com o Assistente) que cabe provar os factos que são alegados e não ao Arguido que lhe cabe provar a sua inocência. Mas no que toca ao gosto pessoal, prefiro na maioria das vezes assumir o papel de Defensor.

Na primeira vez que entrou numa sala de audiência conseguiu dormir na noite anterior?
Não (risos). Encarei esse momento com bastante naturalidade e como um mero desenrolar do trabalho até então realizado.
Para isso também contribuiu muito ter trabalhado como Docente Universitário durante quatro anos letivos (entre os anos 2013/2014 e 2016/2017), o que aconteceu logo após 4 meses da conclusão da minha Licenciatura em Direito.

Como foi possível conjugar o hóquei com os estudos e neste momento com a profissão?
Não vou mentir e dizer que sempre foi fácil.
Exigiu sempre muito esforço e dedicação da minha parte, e, principalmente, capacidade organizativa. Por exemplo, se tinha uma frequência marcada na Faculdade, não podia estudar apenas uma semana antes, tinha que começar 1 mês antes a preparar-me. Mas todos os benefícios que sempre retirei da prática desportiva não me deixam dúvidas de que tudo sempre valeu a pena.

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