Da esquerda para a direita: Húbris

Em 29 de Junho de 2017, foi confirmado pelo exercito o roubo de armas em Tancos. O que nessa altura parecia uma grande falha de segurança daqueles que têm como objectivo assegurar a segurança da nação, afinal virou um caso que muito mais nos deve envergonhar.

Segundo se sabe o roubo foi realizado por um ex-militar e em toda a operação teve como cúmplices elementos da GNR e da Polícia Judiciária Militar e que por fim, foram devolvidas mais armas do que as dadas como roubadas. Sabemos ainda que foi demitido o chefe do Estado Maior do Exército e foram presos o director da Judiciária Militar e o ex-porta voz da PJM.

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Mas perante isto, ouvimos o ex-ministro da defesa Azeredo Lopes e o próprio António Costa afirmar desconhecimento e desvalorizar os acontecimentos. Ora aqui está um dos muitos problemas que atribuo a este governo. Não assumir responsabilidades, desvalorizar e tentar enganar o povo, senão vejamos: Joana Vidal, anterior PGR afirmou ter comunicado ao governo, na pessoa do ex-ministro da defesa. O ex-chefe de gabinete do então ministro afirmou igualmente ter informado o mesmo. Recentemente veio o actual ministro da defesa, João Cravinho, afirmar que “este episódio não vai abalar minimamente a imagem do Exercito e Forças Armadas”.

Será que o governo deve continuar a desvalorizar um caso que segundo a Procuradoria-Geral da República e a PJ integra “crimes de associação criminosa, falsificação de documentos, denegação de justiça, prevaricação, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionários, abuso de poder, receptação, detenção de arma proibida e tráfico de armas”.

Não serão estes actos graves o suficiente para preocupar António Costa? Será por isso que a operação em causa se chama Húbris!!!!

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