“Obrigado. Desculpa. Se faz favor.”

Três premissas importantes, ora vejamos:

Somos obrigados a respeitar o próximo e é obrigatório dar sem preocupação de paga; a obrigatoriedade de sermos fiéis a nós próprios é intrínseca.
Ninguém é obrigado a agradar a alguém, por vezes é necessário concordar para não atropelar um “sonho”. Um simples obrigado muda qualquer estigma de grandeza. (Livramo-nos facilmente da censura)

Desculpa se a minha palavra te fere, só por ser verdadeira. Não adianta, sabe bem ser frontal. É bonito desculpar e ser desculpado. Adoro ver as crianças a pedir desculpas (são naturais). Agora ser adulto é uma desculpa… fingir é mais fácil (voltamos ao obrigado): muitos fazem-no por obrigação e não por terem consciência do errado. Por amor, penso que devemos todos ser desculpados. Então, quem ama sabe o que é o perdão.
Amor sem perdão é igual a ficar sem a razão quando deixamos de ouvir o coração.
Por isso e muito mais, devemos, sempre, pedir desculpas; não por vaidade e sim pela dignidade.

Se faz favor, traga-me um café. Já agora, com um pedra de gelo. Ah… desculpe, não era bem isso que eu queria! Já sei, quero uma água com gás. – Tem a certeza que é só isso? – perguntou o garçon. Sim, obrigado pela gentileza, peço desculpa pela indecisão, mais uma vez – se faz favor, não é preciso copo, bebo pela garrafa. No meio desta lenga-lenga, peço-vos encarecidamente que sejam honestos e humildes, se faz favor. Faz parte do ser humano acima de tudo ser grato pela oportunidade de usar estas três palavras, usais e não banais, no seu quotidiano… E, fica tão bem usá-las… Abusem…!

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