Comissário cantor aposta no rap

MÚSICO Chama-se Diogo Aguiar e com o nome artístico de DELTΔ2080 tem dado nas vistas nas redes

Como surgiu o gosto pela música?
Bem, o gosto pela música nasceu comigo, confesso ser um grande consumista, não só de rap mas de diversos estilos musicais.
Já o gosto pelo rap é diferente, o rap apareceu na minha vida com o papel de “confidente”.
Desde miúdo que escrevo textos, a grande maioria em formato de poemas e sempre os usei como terapia, dos problemas às conquistas, os meus desabafos eram transformados em letras e muitas das vezes sem dar conta.
Foi então que um grande amigo meu de infância (Palazzi) começou a lançar músicas e a partilhá-las numa página de YouTube. Foi ele que me despertou a vontade de querer mostrar aquilo que durante anos estava guardado só para mim e por essa razão deu um grande contributo para que começasse a partilhar as minhas letras com os outros.

Publicidade

Quantos temas já gravou?
Até hoje, tenho por volta de seis temas lançados no YouTube, de momento só dois estão disponíveis, um no canal oficial de hip-hop português e o outro no meu canal pessoal.

“O rap apareceu na minha vida com o papel de “confidente”

A ideia é gravar um álbum?
A ideia é sentir-me bem com aquilo que faço, é o objetivo principal e visto que se tornou num vício, faço-o porque gosto.
Obviamente que um dia gostava de chegar a milhares de ouvidos, um dia gostava que olhassem para mim como um exemplo, uma referência e estaria a mentir se o negasse, caso contrário nunca teria dado ouvidos ao meu amigo e tinha ficado pelos desabafos no meu caderno. Mas respondendo à questão, ainda é muito cedo para pensar nisso, não faço muitos planos na música tenho muito caminho para percorrer, muita experiência para adquirir e muitas mensagens para transmitir.

Como concilia com a vida profissional?
Não é nada fácil de se conciliar. A minha profissão, como todas as outras, tem os seus prós e os seus contras. Ser comissário exige muito tempo fora, passamos muito tempo sozinhos, ao contrário do que grande parte das pessoas pensam. Como tal, torna-se muito difícil de apresentar trabalhos, neste momento a falta de tempo é a minha maior inimiga. Mas nem tudo é mau, a solidão a que me referi ajuda-me imenso nesta caminhada, melhorei bastante a minha escrita e a maneira de pensar e pelo facto de estar constantemente em contacto com lugares, pessoas, religiões e culturas novas, dá-me uma inspiração extra que num “emprego normal” não teria.
Mas tudo se faz, com mais ou menos sacrifícios. O fundamental é nunca perder o foco e a ambição.

Um dia quer ser músico em vez de Comissário?
Essa é a pergunta que me faço muitas vezes, acredito que seja pelo interesse próprio de um dia me tornar músico.
Eu adoro o que faço e neste momento dá para conciliar ambas as coisas, mas sei que se algum dia a música der frutos, vai-se tornar impossível. Se esse dia chegar, vou ter de tomar decisões, mas por enquanto tento viver o dia-a-dia com aquilo que tenho e não fazer muitos planos mas sim, viver para fazer música. Era algo mágico.

 

.