“É, sem dúvida, o evento de Almeirim com mais exposição mediática a nível nacional”

Rui Figueiredo, grão-mestre da Confraria Gastronómica de Almeirim, dá o mote para aquilo que os visitantes podem esperar na edição de 2018 do Festival da Sopa da Pedra.

Quais as expectativas para a edição deste ano?
Vamos para a sexta edição do Festival, sendo que tem aumentado de dimensão e mediatismo todos os anos. Esperamos aumentar o número de visitantes, melhorar a satisfação dos visitantes e dos expositores e aumentar o impacto nacional do festival e consequentemente da sopa da pedra e gastronomia do concelho de Almeirim.

Quais as maiores mudanças para os anos anteriores?
A confraria procura a melhoria constante e somos os principais críticos de nós mesmos. Como tal aumentámos a capacidade de lugares sentados em 220, vamos ter um quiosque de venda só de Sopa da Pedra, a área de entretenimento infantil e juvenil vai ser reforçada, vamos organizar a caminhada do néon luminoso em parceria com o clube desportivo “Os Bocas Secas” e vamos ter um stand do Município de Ourique com a respetiva participação no Show Cooking.

Aumentaram o número de tasquinhas. Qual o critério que tiveram para fazer os convites às associações?
Felizmente os visitantes do Festival têm aumentado todos os anos e no ano passado chegámos ao limite da capacidade da estrutura que tínhamos montada. Desta forma, decidimos aumentar o número de tascas. Uma das associações (Gentes de Almeirim) já participava na parte de doçaria, sendo que vai aumentar a oferta para a área sopa da pedra e petiscos. A outra nova associação (UVA) já tinha mostrado interesse em participar no Festival desde há muito tempo e é por nós reconhecida a sua capacidade de organização, dinâmica e qualidade noutros eventos em eles já participam.

Este aumento é para tentar reduzir o número de espera das pessoas?
Sim, queremos melhorar o grau de satisfação dos nossos visitantes e um dos aspetos que queremos melhorar tem exatamente a ver com a redução tempo de espera para a refeição. Também é por esse motivo que introduzimos o quiosque da Sopa da Pedra que vai funcionar tipo “take-away” com uma bandeja que dá para a sopa e para a bebida.

Existe uma ideia para o número pessoas que jantam ou petiscam no Festival?
Uma vez que não temos controlo de entradas é difícil dizer um número concreto, mas em conversa as outras associações acreditamos que no ano passado foram servidas dez mil refeições.

Acha que o Festival tem mais pessoas de fora ou do concelho?
Face ao mediatismo do Festival acreditamos que os visitantes são maioritariamente de fora do concelho de Almeirim. Diga-se que é também esse o nosso objetivo uma vez que queremos que nos cinco dias do festival a sopa da pedra esteja presente na mente de todos os portugueses. É também por esse motivo que apostamos na exposição mediática das TV’s. Este é sem dúvida o evento do concelho de Almeirim com mais exposição mediática a nível nacional.

A autarquia e a confraria diziam inicialmente que não era concorrentes aos restaurantes. Acham que isso é mesmo assim com a experiência dos últimos anos?!
Todos os anos a imprensa faz-nos questões relacionadas com uma possível concorrência que o Festival pode fazer à restauração local, todos os anos os restaurantes esgotam a sua capacidade e batem recordes de faturação durante os cinco dias do Festival, sendo os melhores dias do ano. A verdadeira questão é que o trabalho de divulgação do Festival feito pela Confraria e pelo Município tem potenciado o número de visitantes aos restaurantes no final de Agosto. É também para isso que trabalhamos e estamos contentes pelo impacto positivo do Festival na restauração.

A gastronomia de Almeirim não fica atrás das grandes referências nacionais?
Almeirim é a capital da Sopa da Pedra e todos os portugueses o sabem. São servidas por fim de semana cerca de 5000 refeições nos restaurantes do Concelho, tendo este cerca de 22 000 habitantes. Com um rácio destes só temos rivalidade na Mealhada, a nível nacional. No entanto, existe sempre espaço para melhorias

Este ano no plano musical temos o Toy como o nome grande. O porquê desta aposta?
A aposta num nome grande à quinta-feira tem como objetivo potenciar o número de visitantes do festival a meio da semana. O artista Toy é amigo da Confraria e é membro de outras confrarias a nível nacional. Tem uma carreira de mais de 30 anos repleta de sucessos e vai fazer um excelente espetáculo!

Acreditam que apesar de ser durante a semana vamos ter casa cheia?
É esse o nosso objetivo e estamos preparados para tal. Vamos ter publicidade a passar na CM TV e contamos ter outras TV’s a fazer reportagem do Festival. Para além disso temos publicidade em rádios, outdoors na A1 e Facebook.

Acham que em breve este certame será realizado a pagar ou não?
Neste momento o controle de entradas com ou sem pagamento não é hipótese face às particularidades e características do recinto. Existem vantagens e desvantagens dessa hipótese, mas não estamos a pensar nisso.

Quanto custa realizar este festival?
O cartaz musical é feito quase exclusivamente com artistas que conhecem Almeirim, sendo alguns residentes cá. É um festival com um orçamento muito baixo face ao número de visitantes e as entradas são gratuitas. Para além disso existe muito trabalho de voluntariado dos próprios confrades e familiares. Não temos duvida que se fosse uma entidade profissional a organizar o mesmo festival os seus custos duplicariam.

Quem suporta os custos?
Os custos são suportados pela Confraria, havendo naturalmente um grande apoio na logística do evento ao nível de estruturas e também na atribuição de um subsídio por parte do Município, como também existe apoio de outros patrocinadores, naturalmente só com o esforço de todos e possível levar a efeito um evento desta dimensão.

E de retorno quanto dá?
A Confraria é uma associação recreativa e cultural que não tem o lucro como objetivo. O objetivo é divulgar a gastronomia, cultura e tradições do concelho de Almeirim. O eventual retorno do Festival serve para pagar a atividade regular durante o ano, na promoção e na divulgação da gastronomia do concelho.

Recentemente realizou-se a eliminatória das 7 maravilhas. Almeirim não passou mas que balanço faz?
A nossa candidatura ficou em terceiro lugar a poucos votos do segundo lugar que dava acesso à final. Tínhamos como rivais candidaturas de capitais de distrito como Braga, Vila Real e a união dos 5 municípios da Chanfana e como tal tínhamos a noção que seria difícil passar. O balanço é positivo pela divulgação que trouxe. A grande vitória da Confraria foi fazer parte dos 49 pré-finalistas entre 200 candidaturas e ter acesso à gala e toda a promoção e divulgação que daí adveio.

Valeu a pena até pela oportunidade de publicitar as marcas de Almeirim pelo país?
Sim, foi uma excelente oportunidade para as marcas, para o concelho, para os habitantes que se sentiram orgulhosos quando viram o nosso vídeo a passar na TV! Candidatámos uma mesa ou roteiro que nada fica atrás dos outros apresentados no concurso. Para a Confraria deu a oportunidade de fazer algo com várias entidades ao mesmo tempo, desde o pescador da enguia ao equitador do Casal Branco tendo um objetivo comum. Verificámos que todos deram o seu melhor, todos se envolveram pelo que estamos muito satisfeitos e gratos!

 

Mudança

O nome do Festival passa a ser só Festival da Sopa de Pedra para reforçar a grande aposta no principal prato da região, a Confraria vai apostar mais forte no primeiro dia de festa e convidou mais duas Associações para montarem tasquinhas, neste evento. Em suma, estas são as três grandes novidades do Festival da Sopa de Pedra para a edição 2018. Festival realiza-se de 29 agosto a 2 setembro no Parque das Tílias e este ano não tem a Al Color Night Run que foi antecipada para 25 agosto. A Confraria e Câmara Municipal de Almeirim apostam em Toy para animar o Festival na quinta-feira. Nos outros dias também é esperada casa cheia. Rui Figueiredo, líder da Confraria, justificou a mudança do nome por uma questão de marketing.

 

Exclusivo
Toy a O Almeirinense

Antes de mais um concerto neste verão, o cantor Toy falou em exlcusivo ao nosso jornal e para antecipar o concerto do dia 30 em Almeirim. O cantor de 55 anos disse que espera “o calor dos ribatejanos, com o calor humano e a participação das pessoas”. Nesta conversa, Toy destacou ter uma grande amizade com João Simões do Toucinho e adorar Sopa da Pedra prometendo animação, como diz a musica, “toda a noite”. Almeirim, como terra de aficionados e de boa comida, diz muito a Toy que vai personalizar o concerto de dia 30, num momento “muito feliz” para o cantor.

Toy – Artista sem filtro

ll Lançada em 2017, a música “Coração Não Tem Idade” só explodiu este ano – 2 milhões de visualizações no YouTube, uma versão em castelhano e uma acusação de plágio (de Toy a uma dupla de cantores americanos).
Toy diz que a ideia nasceu numa danceteria. “Comecei a olhar para aquelas senhoras de 50, 60 anos, achei curioso. Estas mulheres não são como as de antigamente. Agora divorciam­-se, saem, conhecem outros homens. É uma homenagem à divorciada atual. ‘Solta-te, liberta­-te/ Abre as asas do sonho/ Tens todo o futuro/ Para saborear.’”
Toy diz que a popularidade que “Coração Não Tem Idade” lhe trouxe o deixou igual. “Se me disseres assim, olha tenho ali um bar, leva 50 pessoas, gosto muito de te ouvir cantar, sou teu fã, gostava tanto que aparecesses aqui cantar duas cantigas, sou capaz de ir.”

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