Roverway 2018 – Uma atividade para a vida

Os Caminheiros do concelho de Almeirim participaram entre 23 de julho e 2 de agosto, no  encontro europeu Roverway 2018. Os escuteiros contam-nos em primeira mão como foi aquela aventura.

Todos partimos com uma certeza: vamos participar numa atividade que ficará, para sempre, na nossa memória!

Deixámos Almeirim na madrugada de 22 de julho. O Roverway, encontro europeu de caminheiros, começaria apenas no fim do dia 23, dando-nos a oportunidade de explorar a cidade de Amsterdão durante o resto do dia.

O arranque deste grande acampamento começou com uma viagem de comboio até Haia. A cerimónia de abertura decorreu na praia, ao fim do dia, com muita música e animação. Foi nesta mesma cerimónia que aproveitamos os últimos momentos em Clã antes da partida para os Paths, grupos de 50 elementos cada, com tribos de pelo menos 5 nacionalidades diferentes. Entre Almeirim e Fazendas de Almeirim ocupámos lugar em 2 paths, sediados em Haia (path #50) e em Ommen (path #54), onde trabalharíamos temas como a Sustentabilidade e a Espiritualidade.

Seis dias foram passados nestas cidades, onde encontrámos novas vivências do escutismo. O grande reencontro aconteceu em Zeewolde, o campo central do acampamento onde se juntaram os 4000 participantes da atividade.

Em Zeewolde o dia começava cedo. De entre percursos de bicicleta na floresta, passeios de barco, Sauna, ateliers ou atividades nas tendas dos contingentes, tínhamos muito por onde escolher. O jantar, cozinhado diretamente no lume embrulhado em folha de alumínio, era preparado à hora do lanche, para ser comido à hora da ceia! Atividades noturnas não faltavam: tendas com diferentes estilos de música, karaoke, gastronomia típica de cada país. Enfim, partilha intercultural sob todas as formas e feitios.

No dia 2 de agosto dissemos adeus à Holanda. As despedidas foram rápidas. Chegámos ao aeroporto com a sensação de querer ir e querer ficar. As mochilas regressaram cheias assim como os nossos corações. Não encontrarão, com toda a certeza, ninguém a quem o Roverway tenha sido indiferente. Restam-nos as memórias dos dias quentes, em que trocámos o português pelo o “portunhol”, e onde fomos, sem dúvida, muito felizes.

 

Por: Margarida Carvajal e António Cavaleiro

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