Quem é Cláudia Pina Nunes?

REVELAÇÕES A advogada destaca numa entrevista diferente quem é a pessoa, a mãe e o que mais gosta de fazer longe do escritório.

Quem é a Cláudia Pina Nunes?
Uma cidadã aberta para o mundo, disponível para a vida e para quem merece! Sou casada, tenho dois filhos maravilhosos, Advogada de profissão, 46 anos, nascida em Luanda, Angola, vivo desde os quatro anos em Almeirim.

Como se define?
Sou uma pessoa sociável, de natureza sensível e entusiasta, otimista, generosa, muito persistente para uns e teimosa aos olhos dos outros. Em suma, uma pessoa de boas relações com a vida!

Como era a Cláudia na escola?
Uma aluna média, responsável e sempre participativa, dentro e fora da sala de aula.

Que disciplinas mais gostava?
As disciplinas que mais gostava era especialmente de Português, de História e Educação Física. Desde cedo, a minha inclinação foi para a área de Humanidades.

E era bem comportada?
Sempre nota 20, no comportamento… alguma dúvida??

Logo aí sabia que queria seguir Direito?
Foi no secundário quando tive a disciplina de Direito. A Professora que lecionou a disciplina estimulou-me a seguir Direito. E eu, bem mandada, assim o fiz.

Também na escola fazia de Advogada de defesa?
Não propriamente de Advogada de defesa. Mas, de facto, há características que nascem connosco e nos acompanham pela vida fora… Fazendo uma retrospetiva à minha infância e juventude, a verdade é que sempre fui uma cidadã interventiva, com uma participação ativa no exercício da cidadania. Com um sentido aguçado de proteção pelos mais frágeis e vulneráveis. No secundário integrei a Associação de Estudantes e o Clube de Intercultura – um intercâmbio de jovens de todo o mundo – um conceito inovador, no contexto social local, naquela altura).

Hoje em dia, como viu a aproximação dos Estados Unidos à Coreia?
Tendo em conta o passado recente, de relações difíceis e discurso intensamente bélico da Coreia do Norte, com alguma desconfiança e ceticismo. Mas, aparentemente, os interesses políticos vingaram e permitiram avançar para acordos históricos.

E a questão polémica de Trump em separar os filhos dos pais mexicanos?
Os filhos nunca deveriam ser separados dos pais. Este é um princípio básico, social e culturalmente interiorizado e inquestionável pela sociedade ocidental. Mas, por vezes, existem circunstâncias em que o superior interesse das crianças tem de ser acautelado. Estas famílias fogem à guerra e ao clima de forte insegurança que vivem nos países de origem. Fogem para os países fronteiriços, que à partida lhes darão maior segurança. Mas estes países têm regras/Leis, como todos os outros. Num estado de Direito, as Leis devem ser cumpridas, por uma questão de segurança jurídica que é indispensável em qualquer Sociedade. Com isso fica o dilema. O que é melhor para estas crianças? É deportá-las conjuntamente com as suas famílias, sujeitando-as ao clima de guerra?… Ou acolhê-las, privando-as temporária ou definitivamente da família, mas proporcionando-lhes um ambiente que lhes garanta segurança e condições, outra oportunidade de vida? Há decisões difíceis de tomar. E se há pessoa pela qual não nutro simpatia é pelo atual Presidente dos E.U.A. Mas sendo por ofício das Leis, consigo compreender a decisão recaída sobre a imigração irregular. Por certo muitas pessoas não têm essa noção, mas por cá também temos muitas situações de imigração irregular, casos dramáticos mesmo na nossa terra. Seres humanos que fugiram à guerra, vieram em busca de outras condições de vida, alguns sem um único documento, porque os perderam ou roubaram-nos durante a viagem de fuga. Sem documentos, sem dinheiro, sem trabalho, sem domínio da língua. Confrontando-se com um complexo e demorado processo de legalização, quando é possível. Que do ponto de vista legal não podem estar em Portugal. A solução legal é extraditá-los para o País de Origem… Quid iuris? São questões humanitárias muito sérias, para as quais não conseguimos ficar insensíveis e indiferentes.

E sobre a nossa terra. O que admira em Pedro Ribeiro?
O que admiro no Presidente Pedro Ribeiro, é sem dúvida a dedicação que ele tem ao concelho. Ele vive e respira Almeirim… Isso é inquestionável. Admiro a sua disponibilidade para estar presente em todas as iniciativas e para responder a todas as solicitações e abordagens de que é alvo, pessoais, por email, por sms, etc. … E também a paciência que ele tem para ouvir as minhas ideias e reclamações.

Gostava de um dia ser Vereadora?
E porque não? Seria um desafio como outros que já abracei.

Se fosse presidente da câmara, quais as suas prioridades?
Cada autor deixa o seu cunho nas suas obras. As minhas prioridades iriam certamente ao encontro daquilo que são as minhas preocupações sociais e da minha forma de estar na vida. E a minha prioridade seria no apoio e incentivo em medidas que tivessem impacto positivo na dinâmica das famílias. A família é a célula principal da sociedade. A partir desta tudo o que no seio dela se vive de bom ou mau terá reflexo na sociedade, na comunidade. Por certo, passaria por implementar medidas, canais, de estímulo à iniciativa dos concidadãos da comunidade Almeirinense. Dando informação dos instrumentos, medidas e incentivos que existem e estão ao dispor dos contribuintes. Por vezes, por falta de informação, perdem-se excelentes oportunidades de proporcionar novas dinâmicas de grande impacto social e económico para a comunidade local. Numa política de ensinar a pescar e não de oferecer a canastra cheia de peixe. Sei que não é uma medida populista, mas que os resultados poderiam ser surpreendentes pela positiva, não tenho dúvidas. Ademais, depois de olhar de cima da floresta toda, passaria por uma análise e reflexão… O que existe hoje e o que seria necessário existir amanhã? Onde estamos e onde queremos chegar? O que tem de ser feito para atingir esse objetivo? … Que recurso e meios?

À lupa

Nome: Cláudia Raquel Landeiro Raposo Pina Nunes
Data de Nascimento: 30/09/1971
Filhos: Rodrigo, 18 anos e Madalena, de 14.
Hobies: vários, depende da fase da minha vida: ler, experiências culinárias, agricultura, jardinagem, artes decorativas…