As Misericórdias ajudam, acolhem, doam…

“Criadas pela Rainha D. Leonor de Lencastre, viúva de D. João II, as Misericórdias têm, à luz do sonho de quem as criou, um papel fundamental na nossa sociedade.

Foi pois no séc. XV que aquela que foi considerada a princesa mais rica da Europa, financiou a criação de um projeto pioneiro, que de embrionário passou a ser transversal aos tempos, chegando até aos nossos dias.

Tendo como fito um papel social e caritativo ainda que muitas das vezes de uma forma discreta, nem sempre do conhecimento de todos, mas não por isso menos importante, as Misericórdias ajudam, acolhem, doam, servem aqueles que deles mais precisam.
Porque a vida nem sempre é o que esperamos dela, em momentos de desamparo e grande desassossego interior, olhamos à nossa volta e procuramos apoio. Foi assim que, inesperadamente, me envolvi na procura de uma solução para um problema social familiar e é assim que o meu caminho se cruza com a Misericórdia de Almeirim.

Exalto aqui o Bom Nome desta instituição onde me senti acolhida pelo simples e singelo aperto de mão do seu Vice Provedor na minha primeira visita àquela instituição. As suas sábias palavras, bem como a simpatia e disponibilidade dos restantes colaboradores, não poderiam nunca ser aqui esquecidos. Na procura de soluções, a Santa Casa da Misericórdia de Almeirim estava no meu caminho. O meu Muito Obrigada.

Resta-me, para além deste agradecimento, saudar os Órgãos Sociais da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, pelo Bem-Fazer e sobretudo pelo Bem-Querer, com os desejos que no futuro continuem a olhar por quem de uma ajuda é necessitado. Quanto ao cidadão comum, onde me incluo, e sabendo que o despertar das consciências é o motor de qualquer mudança, relembro a todos e a cada um de per si, que dar um pouco do nosso tempo, da nossa disponibilidade, do nosso afeto a quem tanto dele precisa, não é mais que crescer enquanto homens e mulheres, conscientes e ativos. Não adormeçamos no nosso papel social, envolvamo-nos e criemos um compromisso de partilhar algum do nosso tempo, do nosso conhecimento, da nossa sabedoria, dando cada um aquilo que de melhor há em si.

Só assim se pode fazer crescer aquele mesmo sonho que nasceu de uma mulher que não era uma mulher qualquer, mas que queria que a sua obra perpetuasse pelos séculos vindouros.

Luísa Geraldes – 12Gestora de Viagens

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