Bolha Imobiliária

O mercado imobiliário mudou e continuará a mudar, já a partir do mês de julho com as alterações impostas pelo Banco de Portugal, relativamente à nova lei de Crédito à Habitação.

No entanto, no que diz respeito ao sector imobiliário, este encontra-se de boa saúde e recomenda-se. Não há “bolha” no imobiliário, mas um novo paradigma que deve ser encarado com capacidade de adaptação e consciencialização por parte de quem vende e de quem compra.

Atualmente, em Portugal, estamos no mercado de vendedores, onde a procura é superior à oferta. Os preços de venda no imobiliário continuam a subir ligeiramente, e angariar imóveis para venda tornou-se um grande desafio. Considero, sem dúvida que não estamos perante um cenário semelhante ao que se viveu, por exemplo, em Espanha ou no período pré Troika, não temos uma bolha.

Poderemos ter, no máximo, pequenas bolhas, que, a existir, estão muito focadas e localizadas, claro está, como são os exemplos de Lisboa e Porto, cujos preços subiram muitíssimo para além do que um português consegue pagar, porque não possui rendimentos para isso.

Mas é preciso perceber que o crescimento dos preços e sustentabilidade destas bolhas é alimentado por uma procura estrangeira e não por crédito hipotecário.

A ideia de Bolha Imobiliária é alimentada pelo medo, sobretudo, de todos aqueles que passaram ou vivenciaram o período troika, aí sim, tivemos uma bolha imobiliária que rebentou. Daí o receio das pessoas que isso possa voltar a acontecer, na minha opinião não tem de haver receio, tem sim de haver capacidade de adaptação aos mercados e consciencialização pessoal, para que não hipotequemos o futuro dos nossos filhos e netos uma vez mais.

Paulo Frutuoso – Consultor Imobiliário

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