Da esquerda para a direita: Missão Portugal

No passado dia 18 de Abril Rui Rio, Presidente do PSD, e o Primeiro-ministro, António Costa, assinaram dois importantes acordos conjuntos. O primeiro sobre a descentralização e diz respeito à transferência de competências para as autarquias locais, a acontecer progressivamente até 2021. Sabemos que este assunto era há muito defendido por Rui Rio, pelo que não constituiu surpresa a sua iniciativa, pelo menos numa primeira abordagem.

O segundo acordo versou sobre a posição do nosso país nas negociações europeias sobre o futuro quadro comunitário após o 2020. Previa-se uma redução de cerca de 15% dos fundos a atribuir a Portugal, pelo que, a atitude de Rui Rio em promover uma posição conjunta valerá certamente muitos créditos junto da Comissão Europeia, nas negociações do envelope financeiro para Portugal, garantindo que, no mínimo, a verba não seja inferior à do quadro 2020.

Estas são ambas matérias de grande responsabilidade política e sem dúvida centrais para Portugal, nas quais Rui Rio se afirmou desde já com um grande sentido de estado. Acontece que muitas vozes, umas mais concordatárias outras bem menos, se levantaram a enunciar se não estaríamos perante a iminência de um bloco central ou de uma união centrista. Nada disso. Apraz-me ver que, apesar da estratégica política bem definida, Rui Rio, talvez o político da actualidade com maior sentido de serviço público, invariavelmente, colocou em primeiro lugar o interesse de Portugal, para depois, só depois, virem os interesses eleitoralistas para o seu partido. Foi também uma lição de cidadania para muitos e muitas.

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