Greve da Sumol+Compal pouco participada em Almeirim

Os trabalhadores da Sumol+Compal estão em greve desde a meia-noite, desta quarta-feira, 6 de junho, para exigir um aumento nos salários mas em Almeirim não houve manifestação e só alguns trabalhadores aderiram.

A greve marcada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação (SINTAB) serviu para pressionar a empresa a negociar o caderno reivindicativo apresentado pelos representantes dos trabalhadores.

Ao contrário de outros centros no país, a greve em Almeirim está a ser pouco participativa e os trabalhos a decorrerem com normalidade de acordo com o delegado sindical, Paulo Colaço. “Acho que a falta de participação tem a haver com a diferença salarial entre Almeirim e a zona centro pois aqui os salários são um pouco superiores comparados com aqueles que são praticado nos outros centros da empresa”, esclarece o sindicalista.

A principal reivindicação dos trabalhadores da empresa centra-se na igualdade salarial entre os trabalhadores e no aumento nos salários.

“Eu arrisco-me a dizer há diferenças de 200€ de pessoas com a mesma categoria a desempenhar as mesmas funções.”, denuncia o delegado sindical.

O sindicalista alega ainda que a empresa não quis negociar os aumentos salariais com os trabalhadores sendo esse também um motivo para a paralisação. “Achámos isso uma afronta porque a empresa tem lucros de milhões e o nosso valor não é reconhecido”, conclui Paulo Colaço.

Paulo Colaço afirma que os trabalhadores se sentem “desmotivados e andam sem vontade de trabalhar porque não vêm reconhecido o seu trabalho”.

A greve na empresa foi mais sentida no centro de produção na Zona Industrial da Formiga, em Pombal, onde estiveram dezenas de trabalhadores concentrados durante esta manhã tendo depois desfilado até à Câmara Municipal de Pombal onde entregaram o documento reivindicativo.

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