Da esquerda para a direita: Democracia

Há quarenta e quatro anos, com a Revolução de Abril, implantou-se pela primeira vez em Portugal uma Democracia estável, consistente e progressista.

Os valores que o 25 de Abril trouxe aos portugueses são de tal importância que a sua comemoração permite não só reavivar esses valores, como deve ser sempre um momento de enriquecimento democrático.

A Democracia, para as gerações que cresceram e nasceram nela, é uma realidade adquirida e aparentemente imutável.

Mas, uma das suas maiores virtudes é também uma das suas grandes fragilidades: a liberdade que todos têm de exprimirem as suas opiniões e ideologias. A liberdade democrática que permite que os seus adversários a utilizem para a minarem e destruírem.
É usual nesta data, que antidemocratas e saudosista dos tempos obscuros do passado, aproveitam o evento para levantarem a voz – aproveitando a liberdade que a democracia lhes deu – e debitarem doses de intolerância contra ela.

O sistema democrático não é perfeito, mas possui a capacidade de, com o contributo de todos, se aperfeiçoar e evoluir para um sistema cada vez mais justo e solidário.
A Democracia custa muito a conquistar, mas pode perder-se com muita facilidade. Um pouco por todo o mundo personagens “muito pouco democratas” aproveitam-se das facilidades do sistema para o corromperem, modificar e miná-lo até à sua liquidação. São os novos tempos, o dos populismos, das fake news e das conspirações cibernéticas.

A Democracia está sobre forte ataque. É urgente que se criem meios eficazes de defesa contra todos que a queiram destruir.

Gustavo Costa – PS Almeirim

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