Da esquerda para a direita: Incêndios

As dúvidas crescem, em conjunto com as novas regras impostas pela legislação que assombrou nos últimos tempos os proprietários, arrendatários, usufrutuários de terrenos e sua limpeza, quer de ervas, arbustos e árvores de forma a criar faixas de proteção em torno das habitações, aglomerados e estradas.

Estas regras são apenas para meios rurais e florestais. Fomos informados que as limpezas tinham de ser realizadas até 15 de março, coisa impossível de se conseguir, ficando a população preocupada com as multas que daí podiam advir, mas incapaz de se cumprir prazos, a data prolonga-se até 31 de maio. O primeiro-ministro referiu que a participação de membros do Governo em ações de limpeza da floresta é “uma campanha de comunicação” para alertar o país para essa prioridade nacional, tudo isto para que o governo se tente redimir do resultado do relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios de outubro, onde responsabiliza e muito o atual Governo.

Não podemos dizer que não existirão mais incêndios com estas limpezas, queremos é que o governo tome medidas com antecedência, colocando todos os meios operacionais para que se consiga fazer face ao incêndio quando o mesmo iniciar. Apesar de o governo estar a agir da melhor forma para que a tragédia não volte a acontecer, não podemos de modo algum voltar a presenciar uma calamidade como a dos incêndios de junho e de outubro do passado ano.

Vanessa Duarte – Inovar Almeirim

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