Da esquerda para a direita: Identidade(s)

Quem somos, de onde vimos e para onde vamos? Quando nos esquecemos (ou ignoramos e não queremos saber) quem fomos, estamos condenados a repetir os erros do passado. Afirmar isto pode ser um lugar comum, mas não deixa de ser verdade. Quem somos nós, residentes no Concelho de Almeirim? O que nos identifica? O que nos torna uma comunidade? Se perguntarmos a várias pessoas dirão certamente coisas diferentes. A Sopa de Pedra, dirão certamente muitos.

Mas isso é na cidade (e o concelho é mais que a cidade, ainda que muita gente o ignore). Em Benfica haverá a enguia, na Raposa o arroz. Coisas distintas em pontos diferentes e ainda assim é possível que alguém se identifique simultaneamente com vários destes elementos gastronómicos. Assim é a nossa identidade – uma manta de retalhos que se cose com vários elementos, e que está sempre em construção. E como se constrói? Com conhecimento. Com o querer saber quem fomos. A 9 de abril assinala-se o centenário da Batalha de La Lys, onde Portugal participou e vários soldados almeirinenses participaram. Quem sabe quem foram? Quantos morreram e quantos voltaram da guerra? A nossa identidade também é isto: saber o que andaram a fazer os nossos Avós. Fica o convite a quem queira construir um pouco mais da sua identidade a vir conhecer alguns dos soldados do nosso concelho que participaram na Batalha de La Lys, para que visitem a exposição que vai estar patente no Moinho do Fidalgo, em Paço dos Negros nos dias 7 e 8 de Abril, no âmbito da iniciativa nacional “Dia dos Moinhos Abertos 2018”.

 

Samuel Tomé – CDU Almeirim

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