Da esquerda para a direita: Apoios após incêndios

Como é do conhecimento de todos, o nosso País foi assolado no ano passado pelo flagelo dos incêndios que causou uma destruição ímpar e ceifou mais de uma centena de vidas humanas, com prejuízos avultados para as economias locais.

O que passou despercebido à maioria das pessoas e pelos vistos ao nosso governo foi a tragédia igualmente vivida no Ribatejo, nomeadamente nos concelhos de Mação e Sardoal, fruto dos incêndios ocorridos nessas zonas, cuja floresta possui uma grande predominância. Mação foi um dos concelhos com a maior área ardida do País, em 2017, estimada em 27.000 ha de floresta ardida.

Os autarcas destes concelhos queixam-se de uma discriminação negativa quanto à atribuição de apoios por parte do governo, os quais foram anunciados e canalizados para Pedrógão e para alguns dos concelhos dos incêndios de 15 de outubro, deixando de fora as situações não mediáticas.

Muitas questões têm surgido quanto às razões para a discriminação do governo quanto à atribuição de apoios a estes concelhos do nosso distrito: Serão as ajudas distribuídas, fruto do mediatismo ocorrido em cada incêndio? Estarão a ser beneficiadas as autárquicas cuja cor política é igual à do Governo? Será a existência de mortes fruto dos incêndios, um dos factores de majoração? Sejam quais forem os critérios, considero que estes concelhos do nosso distrito, apesar de serem autarquias do PSD, deveriam ter tratamento igual às demais. Os animais ficaram igualmente sem alimentação, pessoas ficaram igualmente sem casas e empresas foram igualmente destruídas. O Ribatejo merecia mais consideração.

Nuno Fazenda – Inovar Almeirim