Jorge Galão – “O objetivo é ter uma sede nossa”

ANIVERSÁRIO O festejo dos dois anos da “Dinastia do Asfasto” foi o pretexto para falar com Jorge Galão, presidente do Grupo Motard.

Que balanço faz do segundo aniversário do grupo?
Correu muito bem o aniversário, apesar do mau tempo que não podemos controlar e, claro, isso condiciona um pouco as vindas de mota dos nossos amigos, mas, apesar de tudo, de mota ou de carro não deixaram de aparecer, e sim, fazemos um balanço bastante positivo.

E da atividade do grupo nestes dois anos?
Todos os anos fazemos a festa do nosso aniversário por volta desta data, é um evento anual que decorre durante todo o dia com refeições, petiscos, boa música, banda ao vivo e Dj, bancas de representantes com produtos próprios, tatuadores, etc. e ajuda à associação sonhos, e um sorriso de Almeirim que está sempre presente a costurar bordados e nomes nos coletes para angariar dinheiro para a associação. Para além desta atividade, tentamos participar ao longo do ano no máximo de eventos possíveis de outros grupos e atividades sociais.

Quais os objetivos na formação deste grupo?
O Grupo Motard Dinastia do Asfalto é uma associação sem fins lucrativos com cariz motociclista, no entanto bastante mais abrangente no âmbito social, visto que os eventos desenvolvidos por nós estão abertos ao público em geral, recebendo muitos visitantes de outras localidades (motociclistas ou não). A Associação tem como objetivo e finalidade promover o motociclismo no seu todo, englobando eventos realizados por nós ou onde nos deslocamos, promovendo a cultura, desporto, atividades lúdicas, etc. Nesse sentido, e em promoção da nossa região, em termos de turismo, realizamos pelo menos um evento anual que já referimos, onde a refeição principal é a tão conhecida sopa da pedra, produto autêntico da nossa cidade, tentando com isso divulgá-la ao máximo. Neste evento temos uma grande afluência de turistas, daí ser extremamente importante divulgar o património da nossa região. O objetivo é também colaborarmos com várias empresas e entidades de cariz social e outras. Fazemos também diversas visitas a eventos do género por todo o país em representação do nosso grupo e da nossa região, eventos esses realizados por outros grupos com o mesmo intuito que o nosso onde ajudamos na divulgação e colaboramos em várias atividades.

Realizaram a festa de aniversário na zona industrial. O objetivo passa por ter uma sede vossa?
O objetivo é ter uma sede nossa mas, por agora, seria para reuniões do grupo, pequenas receções de amigos, etc., até porque para um evento de aniversário como este que organizamos é necessário um espaço grande como o pavilhão utilizado nestes dois anos com imenso estacionamento, etc., um passo de cada vez.

Entregaram algumas lembranças. A quem e porquê?
Sim, oferecemos um bordado do nosso segundo aniversário a todos os participantes que compraram a pulseira da refeição e no fim da tarde entregamos uma lembrança comemorativa do 2º aniversário a cada grupo motard presente no nosso evento, é uma lembrança da presença do grupo no evento.

O porquê do nome Dinastia do Asfalto?
Dinastia do Asfalto, como o próprio nome indica, dinastia remete para soberanos que pertencem à mesma família e nós somos todos uma grande família com um espírito de união muito grande, essa mesma dinastia que remete também para uma sucessão, neste caso sucessão de ideais, ética e conduta, espírito de grupo e lealdade entre irmãos da estrada. Todo o nosso símbolo remete para isso mesmo, tendo todos os pormenores presentes muito significado. Temos tido muitos acidentes no concelho e alguns graves com motas.

A que se deve? Também há excessos da parte dos condutores?
A partir do momento em que a carta de carro permite conduzir motas até 125, a adesão a esse meio de transporte aumentou imenso, não será por isso normal que aumente também os acidentes? A questão de serem graves deve-se ao próprio veículo, enquanto um embate entre carros é menos grave devido a todo o habitáculo do veículo, no caso das motas esse habitáculo é inexistente, logo mais grave será o acidente, é um perigo que sabemos que existe. Os excessos claro que existem, mas nos condutores em geral, de mota ou de carro, é um facto que tem a ver com as pessoas e não com o veículo que utilizam.

Defendem algumas alterações na sinalização ou mesmo nas estradas do concelho?
No concelho existe uma boa sinalização e não temos nada a apontar ao trabalho desenvolvido, muito pelo contrário. O que podemos referir é a nível do país, em que as estradas nacionais na grande maioria não se encontram em condições de pavimento, bermas, etc., bem como as marcações de chão serem num material extremamente derrapante quando chove, o que se torna muito perigoso para as motas, mas são tudo alterações a nível nacional, nada a ver com o nosso concelho.