Viver a escola plenamente

A convenção sobre os direitos da criança, que agrega diversas diretrizes que nos convidam a caminhar no sentido de proteger, valorizar e promover a infância, tem no seu artigo 29 a essência do propósito da educação. O resumo desse artigo diz-nos o seguinte:

“A educação deve destinar-se a promover o desenvolvimento da personalidade da criança, dos seus dons e aptidões mentais e físicas, na medida das suas potencialidades. E deve preparar a criança para uma vida adulta ativa numa sociedade livre e inculcar o respeito pelos pais, pela sua identidade, pela sua língua e valores culturais, bem como pelas culturas e valores diferentes dos seus.”

Assim, a educação é, sem dúvida, uma dimensão muito importante na vida de uma criança, pois procura fomentar a sua evolução enquanto ser humano, no respeito pela sua própria natureza e pelos seus traços distintivos, visando a sua integração no mundo através da partilha interdependente de valores, de culturas e de visões que concorram para uma vivência harmoniosa em sociedade.

Sendo a educação um pilar na edificação do caráter humano, merece da nossa parte uma atenção redobrada. Podendo haver a tendência de vulgarizar ou subvalorizar a vida escolar, devemos estar alerta e conscientes de que todas as crianças têm o direito a ser educadas, sendo que, para isso, necessitam no seu quotidiano das condições necessárias a um processo de aprendizagem bem-sucedido. E Indo ao encontro de uma problemática ainda verificada – o abandono escolar precoce, é urgente lembrarmos que a escolaridade obrigatória em Portugal está definida legalmente até ao 12.º ano ou aos 18 anos de idade.

Todos nós, enquanto cidadãos, devemos contribuir com os nossos esforços e o nosso zelo para que as crianças e jovens ao nosso redor possam, não só ir à escola, como nela permanecer o tempo suficiente, vivendo-a plenamente.
Aceitemos o desafio!

 

Telmo Marques – Coach