Da esquerda para a direita: Proteção Civil

Com mais um desastre que aconteceu no passado domingo dia 15, com incêndios florestais, muito se tem falado sobre bombeiros e proteção civil. Logo após os desastres começou-se a exigir a demissão da Ministra, o que acabou por acontecer. Será que a grande culpada era a Ministra? Será que este desastre foi só resultado deste ano? Não terá sido resultado de má gestão e mau investimento ao longo de todos estes anos?

Também se ouviu falar, finalmente, na profissionalização dos bombeiros no nosso país. Nesta parte surgiram diversas opiniões; umas a favor, outras contra. Será que é assim tão descabido investir neste setor? Cerca de 90% dos bombeiros no nosso país são voluntários. Existe 4 tipos de corpos de bombeiros: Sapadores, Municipais, Voluntários e Privativos.

Os dois primeiros são detidos pelos municípios, o que acaba por ser confrangedor pelo facto de estarem limitados em relação à contratação de novos bombeiros e à sua progressão de carreiras e salários. Dando como o exemplo, o primeiro posto da Carreira de Bombeiro Municipal tem como ordenado o salário mínimo nacional.

Os bombeiros voluntários são detidos por Associações Humanitárias, onde a grande maioria só consegue sobreviver através do transporte de doentes não urgente. Não será mais benéfico para todos os bombeiros existir, de uma vez por todas, uma carreira única? Com uma tabela salarial transversal a todos; as mesmas horas de formação (numa Escola Nacional de Bombeiros que desse para todos os bombeiros do nosso país); oportunidades de progredir nas carreiras de forma justa e igualitária para todos; onde todas as corporações de bombeiros tivessem 24h por dia bombeiros formados para as diversas áreas a que um bombeiro tem de conseguir socorrer; entre outros…

Com isto não podemos escorar de todos os Bombeiros Voluntários, mas sim aproveitá-los e contratá-los. Sei que isto é algo a ser delineado e executado a longo prazo, e que se algum dia acontecer vai sofrer muitas criticas. Mas é algo que merece toda a nossa atenção, pois não existe cidadãos de primeira nem de cidadãos de segunda. E se há localidades que têm equipas profissionalizadas de bombeiros prontos a intervir 24h por dia, todas as outras merecem o mesmo.

Joaquim Gomes – PS de Almeirim