Pampilho ao alto XL

Não entendo!

É-me de todo impossível admitir que suceda o que noticiam os meios de comunicação social, mormente as televisões e os jornais ditos de referência. As cenas de violência gratuita praticadas por elementos das seguranças privadas sobre cidadãos (quase sempre sempre adolescentes), as frequentes agressões a elementos das forças da ordem (PSP, GNR) levadas a cabo na via pública por energúmenos desordeiros que, não respeitando a ordem pública, cientes da sua impunidade, reagem de forma violenta a uma simples tentativa de identificação. Urge criar legislação que de uma vez por todas sancione com a detenção efectiva até ao julgamento, os agressores e desrespeitadores da Ordem Pública, especialmente os agressores a elementos dos Órgãos de Policia, bem como os incendiários, e responsáveis de serviços públicos que por incúria, acção ou omissão, permitam que sejam criadas as condições causadoras de dano público ou pessoal.

É que, estes indivíduos sentem-se impunes e nalguns casos protegidos por alguma comunicação que na ânsia de vender noticia quase sempre não apura a realidade dos factos, fazendo julgamentos na praça pública, condicionando nalguns casos a serenidade necessária a uma decisão justa . Como se não bastassem as mortes originadas pelos incêndios, somos agora brindados pela notícia de mais mortes originadas por uma bactéria que tem origem precisamente num hospital. Presume-se que neste caso como noutros, a culpa irá morrer solteira. Em bom rigor, como poderá um Estado sancionar o incumprimento se é o próprio Estado que não cumpre os deveres de zelo.

Noutra vertente, não param as notícias dos escândalos financeiros; autentica roubalheira paga com fundos públicos resultantes do sacrifício de todos, mas apenas em benefício de alguns que, pelo andar da carruagem, jamais serão punidos pelos seus actos.
Tudo feito em nome da Democracia e dos Direitos Liberdades e Garantias; estes últimos, só em benefício de uma minoria, pois para a maioria nada mais resta que pagar os direitos à ladroagem, e à corrupção exercida por essas minoria.

Não foi esta, a Democracia que sonhamos no dia 26 de abril de 1974. Quadro cinzento (mas real) que aqui vos deixo, contrastando com a beleza natural do nosso querido Portugal, e com o sol radioso que faz lá fora, bem na tradição do Verão de S. Martinho.

Fiquem bem, de Pampilho ao Alto.