Visão de mercado…

A propósito de uma palestra, cujo tema era Alimentação Saudável, realizei uma pesquisa sobre o tema de modo a estar familiarizado com o mesmo e poder desempenhar a função que me incumbia na respetiva palestra da melhor forma. Não serve este artigo para falar sobre o tema da mesma, mas sim sobre uma Visão de Mercado que pude constatar / conceber na pesquisa que realizei.

Todos nós nos recordamos como, há dez ou quinze anos atrás, eram as instituições bancárias em Portugal e mais concretamente em Almeirim. GRANDES balcões de atendimento e muitos bancários a “atender” os clientes que apareciam em MASSA diariamente. E como são hoje.

Todos nós nos recordamos como, há dez ou quinze anos atrás, eram as portagens nas autoestradas em Portugal. INÚMERAS portagens com funcionários para “receber” o pagamento de cada um de nós no término da nossa utilização de um dos troços da autoestrada. Muitas vezes em alguns períodos do dia e em alguns locais do País com FILAS INTERMINÁVEIS. E como são hoje.

Dois exemplos práticos e fáceis de relembrar de como as novas tecnologias vieram conceber um novo enquadramento à nossa sociedade… Claro que uma Visão de Mercado assertiva, muito pensada e delineada fez com que os hábitos de uma população se adaptassem a uma nova realidade.
Pois bem a MINHA VISÃO DE MERCADO surge após a minha pesquisa, referida no inicio da crónica sobre o tema Alimentação Saudável, onde pude constatar que APENAS 0,8% da população Portuguesa (cerca de 85 mil pessoas) compra alimentos pelos meios informáticos disponíveis. Em contrapartida 7,5% da população Alemã (cerca de 6 milhões) compra alimentos pela internet. Sendo certo que o futuro passa por aí porque muitos milhares de milhões de euros são movimentados na Alimentação de todos nós.

Será fácil de perceber que daqui a 10 anos (no máximo) teremos uma analogia relativamente ao número de caixas nos supermercados versus a dimensão dos balcões de atendimento nas instituições bancárias e o número de portagens com pessoas nas autoestradas. Pois as GRANDES SUPERFÍCIES COMERCIAIS não vão deixar de percorrer esse caminho e cumulativamente o modo de vida de todos nós a isso irá “obrigar”.

A redução de postos de trabalho nas grandes superfícies comerciais terá como consequência o aparecimento de novas oportunidades de trabalho (empresas de entrega) e caberá como sempre à sociedade o “procurar / desenvolver” novos negócios e consequentemente novos posto de trabalho. Enfim tudo uma questão de Visão de Mercado …

.