CDU crítica maioria socialista no caso “Dívidas de Encherim”

O Executivo Municipal, de maioria PS, em reunião de câmara no passado dia 20 de novembro propôs que caso a Cooperativa de Produtores de Enchidos, CRL (ENCHERIM) não pague ao município as rendas em atraso, se proceda à resolução do contrato de arrendamento e à tomada de posse das instalações e respetivo equipamento. 
 
A CDU, reforça em comunicado, que sempre se pronunciou contra a constituição da ENCHERIM nos moldes em que foi concretizada. “A falta de qualidade da gestão associada ao reduzido número de cooperantes  levaram a que este projeto fracassasse e que a Câmara se visse envolvida num investimento ruinoso. A situação arrasta-se desde 2010 e veio-se agora a saber que a rendas respeitantes ao período de 2011 a 2015 , se encontram por pagar”, dizem também no comunicado.
 
“A CDU anda há um ano a pedir informação sobre a Encherim que nunca nos foi dada. Em reunião de Câmara extraordinária de 19 de maio de 2016, e após as questões levantadas pela vereadora Sónia Colaço sobre a proposta que defendia a transferência da exploração do Centro de Corte para uma nova entidade, a mesma foi retirada da ordem de trabalhos”, destacam. 
 
A CDU diz ainda que por parte do Executivo de maioria PS, “continuam por responder algumas das perguntas colocadas em junho de 2016 através da entrega de um requerimento, como por exemplo, quantos e quem são os sócios da cooperativa. Nada sabemos em relação aos trabalhadores e que implicações terá esta proposta no seu futuro”.
 
“Passaram seis anos sem que a Câmara tivesse atuado para que fosse assegurado o cumprimento do contrato e protocolo assumidos entre as partes, no que diz respeito ao pagamento das rendas. Não se pode esperar tanto tempo para agir, não é normal que tenham deixado passar estes anos todos sem atuar. Somos contra a inércia, contra o deixar andar, que coloca em causa a gestão do património municipal, que pela sua importância deveria merecer maior rigor e transparência”, adianta ainda a esquerda representada da autarquia.
O que está agora a acontecer, vem confirmar os receios da CDU que para os foram alertando ao longo de diversos mandatos: “Já em 2007, a CDU afirmava que o processo da criação da unidade fabril poderia ser uma ameaça à produção tradicional dos enchidos, não só pela perda das características artesanais e familiares mas sobretudo pela possibilidade de permitir a entrada de interesses não cooperativos e exteriores aos produtores do nosso concelho. Poderia vir a hipotecar e ameaçar a produção do chouriço artesanal de Almeirim e provocar graves danos económicos e sociais nos talhantes e produtores do concelho”, concluem.
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