Da esquerda para a direita: Quatro anos de austeridade

Almeirim tem vivido 4 anos de austeridade. Parece que a TROIKA esteve instalada na CM de Almeirim. Estas afirmações que faço têm por base a constatação de 4 anos destinados a retirar o máximo rendimento das famílias e empresas, sem qualquer preocupação com a condição social dos cidadãos ou com a possibilidade de fornecer estímulos às nossas empresas.

Após uma fase em que todos tivemos de apertar os cintos passaram a haver condições para aliviar os contribuintes e distribuir algum rendimento. Infelizmente essa não foi a opção do executivo da CM de Almeirim, contrariamente ao visto em muitas outras CM do nosso país. Do mandato anterior veio uma almofada financeira suficiente para reduzir dívida, bem como fazer investimentos e aquisições. O investimento realizado tem sido anunciado como obtido com recurso a fundos comunitários. Então porquê castigar tanto a população no nosso concelho com taxas máximas, como é o caso do IRS? Isto leva-me a concluir que a gestão praticada durante estes anos não foi obviamente em prol da população e dos mais desfavorecidos.

Relembro que desde 2008 que os municípios podem ficar com 5% da coleta líquida dos seus munícipes ou devolve-la aos cidadãos. O executivo tem optado por arrecadar os 5%, não dando qualquer beneficio à população. No que diz respeito a Impostos Directos (IMI, IMT, Derrama) calculo que houve um aumento superior a um milhão de euros, os quais saíram dos bolsos dos contribuintes de Almeirim. Também nestes impostos são os municípios que definem as taxas de desconto a dar à população, tendo o nosso executivo neste aspecto sido adverso a descontos, prejudicando o rendimento disponível das famílias e empresas. No caso do IMI, podem dar desconto em função do número de filhos dos proprietários. No caso da Derrama, saliento que existem muito municípios que têm esta taxa a zero como forma de atrair empresas, criarem emprego e dar dinamismo económico aos seus concelhos, o que tanta falta faz ao nosso.

A questão dos impostos não afecta só directamente quem vive e trabalha no concelho, mas inviabiliza o desenvolvimento do mesmo, pois limita potenciais interessados em investir e se instalarem cá. Temos uma localização privilegiada, mas outros municípios também o têm e, como tal, temos que oferecer condições que nos diferenciem, as quais passam pela redução de impostos, nomeadamente da Derrama.

Há razões para que as empresas não se instalem em Almeirim e a população precisa saber que está relacionada com a inactividade do município na procura dessas empresas e na promoção das nossas potencialidades, mas principalmente, por causa da carga de impostos existente, quando comparada com outros concelhos.

A coligação INOVAR ALMEIIM está atenta e sensível a este equilíbrio entre receitas necessárias para o município e verbas disponíveis para aumentar o rendimento disponível das famílias, mas principalmente das empresas como forma de atrair mais investimento, criar mais emprego e dar mais dinamismo à economia local.

Nuno Fazenda – Inovar Almeirim

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