A disseminação da informação nas redes

A DISSEMINAÇÃO (a palavra “disseminação” tem como significado “espalhar, difundir algo”) da informação nas REDES SOCIAIS é um tema que me preocupa e me faz pensar o quanto a nossa sociedade depende, no momento, das redes sociais.

Na última década, temos assistido a um crescimento exponencial da utilização das redes sociais por toda a população mundial. Desde crianças, que ainda não sabem andar, mas já sabem utilizar as redes sociais, até aos nossos avós que, numa clara demonstração de vitalidade e de inovação, aprenderam a utilizar as redes sociais. Provavelmente, existirão poucas coisas no Mundo que são mais utilizadas que as redes sociais, a cada segundo que passa. Pelo que, torna-se fácil de perceber que existirão triliões de informações a serem publicadas nas redes sociais a cada segundo que passa. Chegamos assim ao tema da minha crónica “A disseminação da informação nas redes sociais”. Vivemos dias em que biliões de pessoas publicam, diariamente, informações (escritas e / ou visuais) nas redes sociais sem que ocorra o mínimo de “controlo” sobre a utilidade e veracidade das mesmas. Sendo certo que vivemos numa democracia e num Mundo onde a grande maioria da população mundial pode manifestar as suas informações (opiniões) de uma forma livre e sem qualquer controlo. Também é certo que muitas vezes deparamos com momentos na nossa vida onde claramente o silêncio e a não divulgação de informação se impõe para o bem-estar de todos os que nos rodeiam. Esta situação extrapolada às pessoas com responsabilidades sociais, económicas e políticas no nosso Mundo fazem-me acreditar que o caminho será sempre muito mais seguro, sensato e aconselhável quando é canalizado pelos órgãos de comunicação / imprensa.

Pessoas com formação, com experiência, com responsabilidades perante uma classe, conscientes da sua importância no Mundo são uma opção, na minha opinião, muito mais aconselhável do que a publicação da informação num dado momento, simplesmente porque nos apetece.
Acresce ainda ao referido anteriormente, que, demasiadas vezes, a exposição da vida privada torna-se gritante e completamente desaconselhável com possíveis repercussões no futuro que jamais podem ser “apagadas”.

Mas o problema mais GRAVE que antevejo que aconteça a curto prazo, é que estamos a “acabar” com a imprensa feita por jornalistas profissionais e devidamente acreditados ao fomentarmos as REDES SOCIAIS com a procura incessante de informação.

As consequências serão sempre proporcionais às intenções das pessoas que as publicam e ao profissionalismo que já se assiste por parte de empresas, associações e pessoas com responsabilidades na disseminação da informação nas redes sociais em prol de um objetivo.

 

Vasco Carvalho – Professor

.