“Estamos a crescer e a diversificar”

A Associação Comercial e Empresarial do Concelho de Almeirim (MovAlmeirim) apresentou o relatório de contas que foi aprovado por unanimidade e no passado dia 5 de abril teve lugar a tomada de posse da nova lista. O Almeirinense esteve à conversa com a Presidente, Helena Fidalgo.

“O balanço é muito positivo, na medida em que conseguimos duplicar os associados só neste último ano e conseguimos criar uma proximidade maior com os comerciantes e trazer pessoas com relativa importância do nosso comércio para junto da associação”, começa por dizer.

Helena Fidalgo acredita que “as pessoas não pensavam ter um saldo tão positivo, mas felizmente estamos a crescer e a diversificar as áreas de comércio e serviços dos associados, sendo que este fator é uma mais-valia, pois aprendemos muito uns com os outros. Inicialmente, as nossas ações começaram no dito comércio tradicional mas rapidamente estamos a alargar o conceito, pois os empresários estão a aderir muito bem a esta causa”.

Depois da recente reeleição, a empresária diz que “foi mais um voto de confiança. Ao longo destes dois anos houve algumas desistências, mas rapidamente as adesões vieram colmatar essas lacunas, na medida em que os nossos sócios duplicaram! (risos) Agora é trabalhar para que os associados vejam resultados e que o seu voto não tenha sido em vão”. O maior parceiro da MOV tem sido a autarquia e Helena Fidalgo sublinha que “sem a Câmara, nada do que vemos tinha sido possível… Sem ser o apoio do subsídio da associação, é extremamente prestável nas nossas atividades… estamos sempre a pedir a colaboração da autarquia, nomeadamente, no dia 20 de maio iremos ter uma passagem de modelos em Fazendas de Almeirim e o vereador da cultura tem sido incansável com a associação e está sempre disposto a ajudar e colaborar connosco, como todos os presidentes de junta de freguesia… estão sempre prontos a ajudar”.

A empresária acredita que o próximo passo tem que ser na expansão e “a associação não se resume só ao comércio tradicional, nós queremos também aproximarmo-nos ao tecido empresarial da zona industrial, por exemplo. Acrescenta-nos valor como associação ter empresas de outra expansão e dimensão connosco, também para outra captação de fundos e tornar a associação independente dos apoios da Câmara”. Por fim, e numa perspetiva mais pessoal, Helena “nem contabiliza as horas que dedica ao associativismo, sorrindo quando lhe fazemos essa pergunta “não tenho noção do tempo, mas são muitas (risos), mas são horas muito benéficas. Mas nem sei… Mas faço-o de coração, é em prol daquilo que eu acho ser benéfico para um conjunto de pessoas que estão na minha situação: a gerir negócios. O que
me custa ouvir, tendo em conta a realidade, é quanto é que eu ganho com a associação… isso deixa-me muito triste, mas não me tira o sono”, conclui a empresária.