Escola de Música à vista em Fazendas de Almeirim

Filipe Costa é maestro e diretor artístico dos dois coros da Associação Cultural FAZCORUS de Fazendas de Almeirim, que chegou ao segundo aniversário com casa cheia, no passado dia 22 de abril.
O maestro abriu as portas de um ensaio e conversou com O Almeirinense para analisar o trabalho feito e projetar o futuro.

“Felizmente correu bem. Tivemos novamente lotação esgotada, o que tem acontecido sempre nos nossos espetáculos”, começa por contar, no primeiro ensaio depois da festa de aniversário que encheu a Casa da Cultura. “Enquanto maestro, agradeço todo o apoio manifestado ao longo destes dois anos. São estes gestos que nos dão força para continuar a fazer mais e melhor”, sublinha ainda.

No olhar para o passado, Filipe Costa diz ainda que “foram dois anos muito positivos. Não podemos esquecer que foi um projeto criado de raiz, o que exigiu muito trabalho/ dedicação, não só da minha parte, enquanto maestro, mas também da parte dos elementos que compõem os dois coros e, ainda, da Direção da Associação Cultural FazCorus de Fazendas de Almeirim. Costuma dizer-se que ter ideias é fácil, o mais difícil é pô-las em prática. No entanto, hoje posso afirmar que estes dois coros já têm bastante visibilidade na região, quer pela qualidade, quer pela forma como se apresentam em público. Note-se que as suas apresentações poderão surgir em forma de concerto/espetáculo, com produção de audiovisuais – direcionada para cineteatros – ou então numa forma mais simples, adequada a espaços mais solenes, como é o caso das Igrejas. É de referir que só na passada época natalícia, no espaço de duas semanas, os dois coros realizaram cinco concertos, o que demonstra que o trabalho que tem sido desenvolvido já deu alguns frutos. Refira-se que alguns dos concertos realizados tiveram lugar nos concelhos do Fundão e da Covilhã. Em dois anos de existência, foram apresentados quatro concertos completamente diferentes a nível musical. Já abordámos música tradicional portuguesa, Xutos e Pontapés e música nacional das décadas de 80/90. A ideia é apresentar dois concertos ao longo de cada ano, proporcionando ao público o contacto com várias vivências musicais”.

O Maestro e diretor do Coro não deixa de recordar que “sem apoios é impossível “sobreviver” e, neste sentido, agradecemos à Câmara Municipal de Almeirim, à Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim e também à Claudisom, por acreditarem em nós e sempre nos apoiarem”. Para o futuro, diz Filipe Costa que é “possível melhorar sempre. No mundo da música é muito importante ser humilde e aceitar que nem tudo está perfeito e é para isso que servem os ensaios que realizamos semanalmente. Em cada ensaio vamos limando as arestas que estão menos perfeitas. Só assim é possível evoluir, quer a nível vocal quer a nível do repertório. Na minha opinião, a evolução é fundamental para o crescimento. Não nos podemos cingir apenas ao que já foi feito. É fundamental pensar fazer cada vez mais e melhor, tendo em conta a satisfação do público e não esquecendo que quando subimos ao palco, onde quer que seja, representamos a nossa terra e o nosso concelho, o que acarreta para nós uma enorme responsabilidade. Quanto ao futuro, o maestro revela que “Há muitos desafios. Concretizá-los, por vezes, é o mais difícil. Todos sabemos que para tudo é preciso dinheiro e, infelizmente, há pouco. Posso deixar aqui um dos desafios do Presidente da Direção da nossa Associação, Gonçalo Silva, – formar uma escola de música”. Mas também ambicionam “um ano em cheio seria ter uma agenda recheada de concertos, aumentar o número de elementos dos dois coros e, sobretudo, continuar a contar com a presença do público, que sempre nos tem apoiado.”