“Não vamos deixar morrer o Trail em Almeirim”

Omar Garcia um dos rostos mais visíveis do organização do Trail de Almeirim fez ao nosso jornal o balanço da terceira edição da competição que trouxe até a Fazendas de Almeirim quase mil atletas. O ano de 2017 ficou marcado por mudanças significativas e os elogios são muitos à organização que já pensa na próxima.

Que balanço fazem da organização do III trail?
Extremamente positivo. Estamos a criar não só uma equipa solida, mas uma família bastante unida com laços fortes e enraizados. Acredito que estamos no bom caminho. A nível de apoiantes e parceiros, todos adoraram, tanto que muitos deles mantem-se desde a 1ª edição. E é a eles que devemos também todo o sucesso alcançado de edição em edição. Posso agradecer desde já à Camara Municipal de Almeirim todo o apoio prestado ao longo destes 3 anos.

A mudança de local foi uma aposta ganha?
Completamente, arriscamos porque a nível de percurso tivemos que fazer algumas alterações, mas pelo ponto de vista logístico sabíamos que iria ser um melhoramento super positivo. Juntar partidas e chegadas, secretariado, banhos, almoço, massagens, stands, tudo num só local, foi benéfico tanto para a organização, como para os atletas.
Com a inclusão de stands dos vários parceiros do Trail de Almeirim fechou se assim, como gostamos de dizer, um “Salão Trail de Almeirim”

Mesmo a chegada dentro do pavilhão permitiu fazer mais que um “fim de etapa?
Não lhe chamaria mais um fim de etapa, mas sim uma festa com toda a pompa e circunstância, onde as famílias poderiam assim juntarem-se aos atletas, comodamente instalados.

É para manter?
No fim duma “etapa” destas, não queremos mais pensar nisso, é esgotante a organização de um evento desta envergadura. Mas não queremos, nem vamos, deixar morrer o Trail de Almeirim, é o nosso menino, que com 3 anos apenas, já está bem desenvolvido e a crescer a cada edição. O Trail de Almeirim veio para ficar!

Alguns trilhos escolhidos eram inéditos. Isso foi também uma mais-valia?
Os atletas gostam do fator surpresa, de coisas novas, de não saber o que os espera. Por isso inovamos a cada ano, com novos trilhos, abertos de raiz e com novos desafios usando obstáculos naturais. Não temos montanha, mas temos um “quintal” fantástico que dá para umas brincadeiras engraçadas.

Tratou-se também de uma prova muito exigente? Mais até do que parecia?
Não é uma prova exigente, uma vez que não temos montanha, mas conseguimos criar segmentos um tanto ou quanto mais duros. Usamos o que temos à nossa disposição. O nosso terreno é duro quando seco, com muita pedra solta, e bastante escorregadio quando molhado e barrento. Usamos o famoso “parte pernas”, que basicamente traduz se num constante sobe e desce, com bastantes picadas inclinadas
Nesta edição o fator calor elevou a exigência, porque a nossa serra aquece e bem.

A única critica que ouvi, se é uma crítica, está relacionado com o facto de desde a partida até à serra ainda ser muita à distância. Reconhecem isso?
Claro que sim, mas em termos logísticos não conseguimos reduzir essa distância. O ideal seria começar logo nos trilhos, mas depois descentralizávamos todos os outros elementos (banhos, secretariado, almoço, etc).
Quase todas as provas a nível nacional tem um pouco de alcatrão antes da entrada em trilhos, a nossa não é exceção.

A parte extra prova (caminhada, música, mostra e almoço) como correu?
Tivemos menos adeptos na caminhada nesta edição, mas em contra partida mais no trail curto, o que é para nós excelente, uma vez que os que na edição passada tinham feito a caminhada, nesta já se aventuraram numa distância mais longa. Isso para nós é uma vitória! Estamos a fazer o nosso trabalho bem.
A música e a mostra cultural, desportiva e gastronómica é uma mais-valia, para todos. Há assim uma festa criada em volta do evento, onde damos a conhecer algumas das marcas que nos apoiam, e ainda ajudamos a mostrar algumas dos estabelecimentos locais. Estamos sempre de portas abertas a quem se queira juntar a nós.

Já pensam na edição 2018?
Engraçado, mas sim, apesar de agora queremos voltar aos nossos treinos, provas e famílias, o IV Trail de Almeirim já paira sobre as nossas cabeças. Inovar e melhorar, tanto a nível organizativo como nos percursos escolhidos.
A fasquia está alta, mas queremos sempre mais e melhor, não para nós, mas para os atletas.
Porque o Trail de Almeirim é um evento criado por atletas, para atletas.

Alguma nota final?
Que venha 2018, que venha o IV Trail de Almeirim!

 

VM