As farmácias que prestam um serviço de proximidade

O Almeirinense esteve à conversa com Pedro Correia de Oliveira, proprietário das farmácias Correia de Oliveira, Barreto do Carmo, Bonfim e S. José, para perceber um pouco da dinâmica existente entre as farmácias que tem sob a sua tutela e o cuidado e atenção que prestam à comunidade almeirinense, que também é extensivel às localidades do Chouto e Ulme.

Almeirim é uma cidade que mantém algumas das boas características das terras mais pequenas: “Conhecemo-nos uns aos outros, cumprimentamo-nos na rua, há, entre nós, o sentido clássico de vizinhança.

Na farmácia sentimos esse pulsar, de vidas de trabalho no campo que se cruzam com experiências mais industriais; da gente mais jovem que passa apressada e da gente com outra idade, que vem, por vezes propositadamente, e permanece, desfiando mãos inteiras de conversa, num convívio frequentemente único no seu dia.
Para todos, como bons vizinhos, criámos espaço e, como prestadores de um serviço de saúde de qualidade, respostas adaptadas às suas necessidades. A farmácia combina horários alargados com um leque de serviços em áreas tão distintas como a Nutrição, a Podologia, a Audiologia, a Vacinação. Combina equipas farmacêuticas tecnicamente muito competentes e disponíveis com uma colaboração estreita com médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais de saúde, em benefício da população e das próprias equipas. A farmácia combina tudo isto com uma grande proximidade das pessoas e, ao mesmo tempo que tem as portas abertas e convida as gentes a entrar, também vai ao encontro de quem necessita, prestando apoio no domicílio, em lares, ou em ações junto de crianças e grupos comunitários.
A farmácia vive destes fluxos. Ela é esses fluxos. A farmácia compõe-se desse próprio pulsar.
Temos, na farmácia, um orgulho imenso na nossa profissão, no modo como vimos resistindo à crise que ainda se sente no sector, em muitos casos com grande sacrifício pessoal. Mas as farmácias não têm alternativa: a população depende – em grande parte, infelizmente – delas, e se para alguma coisa tem servido esta crise, tem sido para o demonstrar. Por isso, as farmácias resistem onde as escolas fecharam, o posto dos correios fechou, a extensão do centro de saúde e todos os outros serviços fecharam. E, mesmo quando a mudança é imperiosa, quando disso depende a sobrevivência, as farmácias encontraram sempre modos de não deixar as suas pessoas, a sua comunidade, os seus vizinhos desamparados.
Assim se passa connosco, seja na farmácia Correia de Oliveira, em Almeirim; seja na farmácia São José, no Chouto; ou na Bonfim, em Ulme, vamos enfrentando os desafios e as dificuldades.”