Gentes de Almeirim distribuem 100 mil euros

O “Serão de Tradições”, realizado recentemente, teve dois grandes objetivos: mostrar ao público almeirinense o novo trabalho discográfico e fazer a importante revelação de que o grupo já entregou 100 mil euros a causas sociais. Estes dois motivos levaram O Almeirinense à conversa com Ricardo Mónica, do grupo.

Gostaria de saber como correu o “Serão de Tradições”?
O “Serão de Tradições” foi um sucesso em todas as vertentes. A participação dos três grupos: Gentes de Almeirim, Rancho Típico de São Mamede de Infesta – Douro Litoral e Rancho Folclórico de Glória do Ribatejo, foi bastante representativa dos quadros etnográficos recriados, revelando bem a identidade da comunidade nas épocas retratadas. A nível etnográfico, tal como afirmou o Sr. Presidente da Federação do Folclore Português, estiveram presentes os aspectos mais significativos do folclore, a preservação da memória coletiva das diversas comunidades representadas. Depois tivemos uma casa completamente esgotada com um público muito interessado entre muitos almeirantes, amigos folcloristas, etnógrafos, autarca da Câmara de Almeirim e os Presidentes das Juntas de Freguesia de Almeirim, do Arneiro das Milhariças e de São Mamede de Infesta, e diversos dirigentes da Federação do Folclore Português, quer o Sr. Presidente Prof. Doutor Daniel Café acompanhado com muitos órgãos sociais, quer mesmo o Conselho Técnico Regional da Federação.
Foi uma verdadeiro serão repleto de sucesso e de êxito!

E a aceitação do novo CD está a ser boa?
Muito boa, mesmo. O novo CD está em fase de divulgação e de apresentação. As vendas realizadas no dia do “Serão de Tradições” foram muito boas, e agora começa a surgir a procura do CD “Gente que Trabalha e Canta”. Disponível para aquisição no mercado de Almeirim, nos últimos sábados de cada mês, como de costume; no Jardim das Margaridas, em Almeirim e na FNAC, visto o CD integrar a coletânea “O melhor do Folclore Português”, e o primeiro grupo a ser convidado para gravar na região Etnográfica do Ribatejo.

O que se pode esperar do CD para quem ainda não o ouviu?
É uma gravação com um registo um pouco diferente do primeiro mas com o mesmo valor etnográfico. Foram recuperadas algumas melodias, cantigas, descantes, “rimances” e modas que estavam adormecidas na memória dos mais velhos mas ainda existem algumas reminiscências e lembranças. Não deixa de representar a realidade da comunidade almeirante no primeiro quartel do séc. XX.

No Serão foi revelado que já distribuíram 100 mil euros. Isso representa bem a dimensão do vosso trabalho?
Todo o nosso trabalho tem uma dimensão de solidariedade. As inúmeras atividades realizadas, quer em Almeirim, quer em qualquer ponto do país, desde o Minho ao Algarve, destinam-se sempre a causas sociais quase sempre na totalidade, retirando uma pequena parte para as despesas necessárias para a manutenção do grupo. Do que já demos, queremos ainda dar muito mais, na medida em que as Gentes de Almeirim assentam sobre o pilar da componente sócio-caritativa.