Da esquerda para a direita: Dia da Mulher

Março é referido, um pouco por todo o mundo, como o mês da Mulher! O mês da mulher são todos os 12 meses e os 365/366 dias que compõem o ano, mas o dia 8 de março foi o escolhido para assinalar o Dia Internacional da Mulher. Dia que recentemente tem sido cada vez mais banalizado, simplesmente aproveitado por muitas mulheres para jantar com as amigas numa noite sem homens, noite em que os restaurantes se enchem de grupos grandes ou pequenos de mulheres de várias idades, que quando questionadas sobre o porquê deste dia, poucas são as que sabem o seu significado.

O dia 8 de março surgiu para assinalar e não deixar cair no esquecimento as lutas travadas, nos finais do século XIX, pelos direitos das mulheres trabalhadoras a melhores condições de vida, de trabalho e direito ao voto. Passados 107 anos, desde que foi declarado como Dia Internacional da Mulher, continuamos empenhados numa luta por um mundo mais justo e igualitário, pois mesmo nos países mais desenvolvidos se nota a disparidade entre sexos: homens que recebem salário superior ao das mulheres, mulheres que fazem todas as tarefas domésticas sem o auxílio dos homens, mulheres que não ocupam determinados postos de trabalho, nomeadamente cargos de chefia, devido ao seu sexo, mulheres que não falam por medo de não ser ouvidas, mulheres que não têm direito à própria opinião de voto aquando as eleições, entre muitas outras batalhas diárias. Continuar a assinalar este dia é mostrar que para além das melhorias conseguidas ao longo dos anos, existem graves desigualdades e discriminações que devem ser corrigidas e combatidas, pois ainda permanecem, visto que atualmente os níveis de desemprego no distrito de Santarém são maiores entre as mulheres, tendência também verificada a nível nacional e local.

Este ano vamos aproveitar a data para parar e pensar no que esteve na origem do Dia Internacional da Mulher. Podemos fazer o convívio anual com as amigas, mas devemos ir mais além, pensar que também nós mulheres temos direitos, temos liberdade, temos opinião, temos voz! Não utilizemos apenas a noite para jantares, mas o ano todo para exercermos os nossos direitos, o direito ao voto (que é um deles) que podemos e devemos utilizá-lo este ano nas eleições autárquicas, fazendo-o com consciência e vontade própria sem pensar no que os outros escolheriam.

Ana Rita Fernandes
Membro da Ecolojovem – Os Verdes e da CDU