Eutanásia, sim ou não?!

Eutanásia, uma palavra que ultimamente tem sido a mais ouvida no nosso país. Todos nós sabemos que tudo o que é novo é estranho e muitas vezes difícil de aceitar. Mas vou passar a dar uma definição deste nome que tanta polémica tem gerado: é um ato em que alguém, geralmente um profissional de saúde,
põe termo à vida de outra pessoa em benefício do doente e a pedido do mesmo. Pode ser praticada administrando, por exemplo, uma injeção letal ou retirando o tratamento que suporta a vida. Tanto a eutanásia como o suicídio assistido cabem dentro do conceito de morte assistida. Este é um tema muito delicado e que muita capa de jornal vai fazer. Daí querer trazer este tema neste momento, pois é com debates e trocas de ideias que conseguimos alargar horizontes sobre este assunto. Atualmente, são mais as dúvidas que as certezas em relação a este tema, uns a favor, outros contra. O normal de quem vive em democracia! No entanto, temos de saber gerir as emoções neste tema, pois estamos a falar de vidas. Vidas essas que se optarem por esta solução só têm de ser respeitadas e valorizadas. Citando William Shakespeare, “Todo o mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”. Portanto, a minha posição acerca da eutanásia é positiva, desde que haja uma legislação bem definida, onde não possa haver dúvidas de interpretação da lei. É natural que, se a legislação for promulgada, vamos ter muitas pessoas na área da saúde contra e que, ao início, vão-se recusar a fazê-lo. No entanto, cada caso é um caso, e muitas das vezes só quem passa por algumas situações consegue ver esta solução por outro prisma. Dou, como exemplo, o que se passou com um familiar meu: foi-lhe diagnosticado neoplasia já em estado terminal. Os médicos deram-lhe uns dias de vida, e nem a medicação que lhe davam para as dores já lhe aliviavam qualquer sofrimento. Será que, num caso como este, a eutanásia não seria benéfica para o paciente?! Para terminar, só espero não deixar maus entendidos com ninguém ao falar deste tema, mas sim abrir um debate que tão útil é para o nosso país.

Joaquim Gomes,
Bombeiro