Da esquerda para a direita: […]

A simbologia conotativa insiste em nos dizer que nunca nada está fechado, que nunca nada acabou, que algo está sempre por vir. Quer em tempos de descrença popular, quer em tempos de concórdia nacional. A presente quadra festiva assim o impele, assim o amplifica. À porta de 2017, os futuros protagonistas munem-se de afetos e de circunstância. A família como âncora das lutas políticas que se avizinham. A escolha da vida em sociedade, para a sociedade e pela sociedade, fraternalmente, une homens e mulheres de diferentes quadrantes políticos. Livres e iguais em direitos e dignidades. Que venham elas! Sem psitacismos agudos, sem sebastianismos implícitos. Que quem se dá ao contexto local se livre de falsas independências e de encapotados movimentos. Três idos anos e a democracia implora discussão, programas eleitorais e gentes agitadas. Protagonistas assumam-se! Assuma a direita as verdadeiras convicções partidárias e brinde-nos com mais do que empreendedoras derramas e hipócritos imi’s. Saiba a esquerda da ponta ir mais além das convicções vazias e das verdices temáticas. Que a esquerda do meio, moderada, laica e republicana, se encha de sociedade e deixe de lado as oligarquias de espírito. Populistas e sofistas ressurjam! O que seria da política sem bons malabaristas?! De curiosidade enchem-se os tempos, de ambições enchem-se os dias. Venham as semanas vestidas de causas, de bandeiras ao alto e de militâncias renascidas. Relembre-se 2013 e as suas respetivas vitórias, derrotas e empates. Encha-se o ar de verdades absolutas e de demagogia fácil. Rebatam-se os fascistas em pele de democratas. Contemple-se os independentes como nunca, converterem-se nos militantes de sempre. Transborde o concelho e as freguesias de Almeirim de participação cívica e política. E as palavras de um jovem socialista passarão de simples desejos a visíveis realidades nesse ano que se avizinha. Mas essencialmente focalize-se. Focalize-se no que os almeirinenses desejam e ambicionam, o futuro, cheio dele próprio, e de mais progresso e de constante evolução. Progresso. Esse tal chavão que desrespeita a obra, enxerga para lá das massas asfálticas e do pintado cimento mas gera valores, recria hábitos e galvaniza o quotidiano em contraciclo com as modernices dos tempos, tão cheios na forma mas tão vazios no conteúdo. Continuar a avançar, com estímulo, com envolvência, sempre sem fobias cêntricas, talvez bacocas. Afinal, o que seria de todos nós sem a expectativa da continuação?

 

Eduardo Oliveira
Partido Socialista