Águas do Ribatejo vai fechar 2017 com saldo positivo e preços vão manter-se

Na última Assembleia Geral foi aprovado o orçamento e plano de atividades para o ano de 2017. N areunião foi estimado que os proveitos operacionais sejam de 15.686.500,96 €, os custos operacionais sejam de 10.740.480,00 € e o investimento ascenda a 16.575.000,00 €. Se não houver fatores extraordinárias nem situações que não foi possível prever,  ano de 2017 fecha com um resultado positivo na senda dos sete exercícios anteriores desde 2009.

Os investimentos serão distribuídos da seguinte forma: Saneamento 13.565.000,00 €, Abastecimento 1.636.200,00 €, Exploração / Manutenção 1.200.000,00 € e Outros (equipamentos Informáticos e de Segurança) 173.800,00 €.

“É um compromisso ambicioso que nos permite prever que os investimentos realizados pela AR – Águas do Ribatejo ascendam a cerca de 131 milhões de euros no final de 2017. Nunca uma entidade pública investiu tanto na região em tão pouco tempo. Recordo que entramos em pleno funcionamento em maio de 2009, passaram sete anos apenas. Estamos orgulhosos pelo percurso feito, mas conscientes de que ainda há muito por fazer nos sete concelhos e junto dos 150.000 consumidores que servimos todos os dias com profissionais competentes e motivados para o desempenho das suas funções com eficiência e qualidade”, diz a empresa.

A concretização destes investimentos permitirá atingir aqueles que são os grandes objetivos estratégicos da empresa, dos quais se destacam: Aumentar a taxa de cobertura da população servida por rede de drenagem e ETAR para cerca de 80% em 2017. Assegurar uma capacidade de armazenamento de água para um período de 48 horas em todo o sistema, o que significa mais do que duplicar a capacidade existente em 2008. Reduzir as perdas de água dos cerca de 35% atuais para os 20%, até 2020.

“Estamos em condições de garantir que mais uma vez, não iremos atualizar o tarifário na componente de abastecimento de água. Apenas faremos uma atualização no saneamento de modo a minimizar o défice entre o custo real do serviço de recolha e tratamento de águas residuais e o valor pago pelo consumidor. Em 2017, iremos manter o tarifário social para as famílias carenciadas com baixos rendimentos e para as famílias numerosas com cinco ou mais pessoas no agregado familiar. Estes tarifários com descontos significativos têm cerca de 5000 beneficiários nos sete concelhos onde a AR é a entidade gestora. Estamos conscientes que 2017 será um ano de crescimento com a entrada de novos municípios na empresa e com novos desafios que se colocam. Pretende-se um crescimento saudável, sem dores e com passos curtos de modo a não comprometer o futuro da empresa e dos municípios integrantes. Finalmente uma última palavra para uma questão que consideramos relevante e que se prende com a alteração dos estatutos da empresa. Como sabem, a AR tem capitais exclusivamente públicos, dos sete municípios e queremos manter este modelo que ficou provado é o que defende melhor os interesses das autarquias e dos clientes/munícipes. Nesse sentido foi debatida hoje pela assembleia uma proposta de blindagem dos estatutos à entrada de qualquer entidade privada”, concluem numa nota.

Foi ainda acordado os pressupostos para uma proposta que vai ser aprofundada e depois sujeita a aprovação dos executivos e assembleias municipais dos sete municípios antes de ser votada pelos acionistas da AR. Poderia ser tentador abrir esta empresa aos capitais privados, mas os sete presidentes representados nos órgãos sociais não querem ir por aí.

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