Festival Internacional de Teatro e Artes passa por Almeirim

O Festival Internacional de Teatro e Artes para a Infância e Juventude vai decorrer, entre o dia 1 e 9 de outubro, em Santarém, Almeirim e Coruche.

Nelson Ferrão, da organização do evento, afirmou que a 12.ª edição do FITIJ segue o ciclo iniciado em 2015 (depois de quatro anos de interrupção), com sete linhas de intervenção, modelo ensaiado no esforço de “garantir o conjunto de condições, mesmo mínimas” para a realização do festival, segundo a agência Lusa.

O Festival Internacional de Teatro e Artes para a Infância e Juventude (FITIJ) “ajusta-se” ao calendário escolar, deixando de se realizar em setembro, para aprofundar a relação com “o setor educativo”, no âmbito das múltiplas parcerias que desde 2015 tem desenvolvido, salientou Nelson Ferrão. Realçou também que, mantendo o teatro (que esteve na sua origem) em destaque, o festival está agora “mais aberto a outras áreas artísticas que possam interpelar os cidadãos”.

Decorrendo em salas de espetáculos, na rua e em espaços monumentais ou não convencionais, o FITIJ inclui 20 espetáculos, de grupos nacionais, profissionais e amadores, mas também internacionais (do Brasil, Dinamarca, Espanha e de Inglaterra), as oficinas “Criançando” (com sete atividades artísticas e científicas para crianças), duas exposições de fotografia, Palcos, patente no Teatro Sá da Bandeira, e Em Cena, no W Shopping, duas formações em voz e dança (para professores e público em geral).

No Fórum FITIJ, um espaço de encontro polivalente instalado num antigo ‘stand’ automóvel, haverá debates temáticos e no espaço Tertúlia (na residência do Politécnico no centro histórico de Santarém) convívio e música ao vivo, estando ainda programadas quatro “flashmob”, com manifestações artísticas “instantâneas” em espaços públicos, e duas intervenções de arte urbana.

Estas mostrarão os trabalhos de dois jovens artistas da região, uma instalação de João Maria Ferreira, Refugius, na Calçada 66 (frente ao W Shopping), que chama a atenção e apela à participação cidadã para o problema dos refugiados, e uma intervenção mural, Dream Walkers, de Francisco Camilo.

Diariamente, músicos do Conservatório de Música de Santarém estarão no Serviço de Pediatria do Hospital de Santarém

Alguns dos espetáculos das companhias estrangeiras passarão por outras localidades, como acontecerá com “Festa de Contos”, da Encena (Paraíba, Brasil) – que estará dia 1 em Coruche e dia 6 em Almeirim e Fazendas de Almeirim – e Time & Tide (dança contemporânea), do coletivo Chhaya (Inglaterra), no dia 2 no Teatro da Trindade, em Lisboa (no âmbito da parceria do FITIJ com a Fundação INATEL).

Outros grupos, como O Nariz, Circolando, Coração-Tripas, GATEM — Espelho Mágico, Fantasia (da APPACDM Santarém), Veto Teatro Oficina (do Círculo Cultural Scalabitano), Pez Luna (Espanha), Hilda&Gump (Dinamarca), Instantâneos — Teatro de Improviso, e criadores como Raimundo Cosme e Rui Catalão integram o programa.

O grupo informal “Tricotadeiras de Santarém” volta a encarregar-se da decoração urbana com “objetos do dia-a-dia decorados com lã, pompons que floreiam varandas, bolas que surgem do ar, e cortinas de barretes”.

Nelson Ferrão sublinhou o facto de o festival ter ressurgido graças ao envolvimento das “forças vivas” e à participação de muitas entidades, públicas (como a Câmara Municipal de Santarém e a União de Freguesias da cidade) e privadas, sendo coorganizado com a Fundação INATEL.

Fonte: Diário de Notícias

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