“É muito importante ficar à frente do União de Almeirim no próximo ano”

Gonçalo Carvalho (à direita na foto) é o novo treinador do Fazendense para a temporada 2016/2017. O anúncio surpreendeu alguns porque surgiu logo após a conquista da Taça do Ribatejo. Na primeira grande entrevista, o técnico, que deixou o U. Santarém, explica o que o cativou no novo projeto.

Gonçalo, o que o levou a aceitar o convite do Fazendense?
Aceitei o convite do Fazendense por ser também um clube com pergaminhos no nosso futebol distrital (visto ter saído de outro grande clube), por proporcionar boas condições de trabalho, por sentir da parte das pessoas com quem reuni, uma vontade enorme de mudar e quererem que eu fosse a pessoa que liderasse a equipa sénior, e por o Fazendense ser um desafio enorme para qualquer treinador de futebol!

Que lhe pediu António Botas Moreira?
O presidente, a par da restante estrutura diretiva, acertou comigo o encaminhar da Associação Desportiva Fazendense numa perspetiva diferente, em que os objetivos passam por estabilizar a “massa humana” do clube, incluindo, obviamente, treinadores e jogadores, para que os envolvidos possam sentir o clube. Como tal, e no universo da equipa sénior, os objetivos passam por constituir uma equipa capaz, competitiva, ambiciosa, jovem, que disputará todos os jogos e competições onde estiver inserida.

Depois de uma época atribulada, reconhece que há muita exigência?
Uma das características do Fazendense é a sua exigência ao nível dos resultados, a procura da vitória. Este ano não será exceção nesse domínio. O plantel será completamente diferente do anterior, as características do mesmo serão também muito diferentes, o treinador é novo no clube, e todos nós iremos sentir essa exigência, mas de forma saudável e construtiva.

Por outro lado, o facto de o Fazendense ter ganho a Taça do Ribatejo também coloca outro tipo de pressão. Sente-se preparado para um desafio desta dimensão?
A conquista da taça do Ribatejo coloca-nos na 1ª eliminatória da taça de Portugal e na discussão da supertaça do Ribatejo, defrontando certamente duas equipas (Fátima e outra, mediante sorteio) de enorme qualidade. O grupo de trabalho irá encarar estes jogos, à semelhança da equipa técnica, como um desafio, um prémio, e uma oportunidade de mostrarmos o nosso valor. Respondendo diretamente à pergunta, estes jogos não trazem pressão extra, mas sim uma motivação adicional. No que à minha pessoa diz respeito, sinto-me completamente preparado para liderar a equipa da Associação Desportiva Fazendense nos desafios colocados na próxima época desportiva.

Admite que é o mais exigente até agora?
Sim, sem dúvida. É fácil admitir. E olhando para o passado do clube, no que a treinadores diz respeito, este é mesmo um desafio desportivo com alguma dimensão. É, para mim!

O seu trabalho irá para além do trabalho com os seniores? Se sim, em que medida?
No que à estrutura e organização do clube diz respeito, a minha função será a de treinador principal da equipa sénior. Contudo, serei uma voz ativa na organização global do clube, desde o futebol 11 ao futebol 7, e haverá uma partilha constante com todos os treinadores do clube.

O plantel já está definido?
Sim, está definido. Temos neste momento 18 jogadores, sendo necessário garantir mais dois ou três jogadores que possam ser importantes na implementação das nossas ideias. Temos trabalhado sem pressa, com ponderação, com base num perfil de jogador previamente traçado, e na próxima semana deverá ficar praticamente fechado.

Quais os reforços?
Os reforços são muitos, visto transitarem somente oito jogadores do plantel anterior, e os nomes desses mesmos reforços serão divulgados em tempo próprio e pelo clube. Peço compreensão por esta recusa de informação, mas deverá ser o clube a divulgar a constituição do plantel sénior.

Ficou surpreendido com algumas mudanças para o U. Almeirim?
Não. Os jogadores que saíram para o U. Almeirim têm muita qualidade, alguns deles podem jogar em qualquer equipa do nosso distrito, e essa é uma razão óbvia para não me surpreender.

Quem formará a equipa técnica consigo?
Serei coadjuvado pelo Calado (homem da casa e vencedor da taça do Ribatejo) e pelo Ricardo Oliveira (que formou equipa técnica comigo na época desportiva agora terminada, na União Desportiva de Santarém).

É muito importante ficar à frente do União para o ano?
Sim. Será para nós importante ficar à frente do União, do Coruchense, do Pego, do Ouriense, do Torres Novas, etc. Iremos trabalhar para poder ficar à frente do maior número de clubes possível, crescendo de jogo para jogo e ao longo do campeonato.

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